O novo regulamento da Fórmula 1 para a temporada de 2024 introduz o “overtake mode” (modo ultrapassagem), ferramenta que substituirá o atual DRS (Drag Reduction System). A mudança visa aumentar as disputas na pista, mas já provoca dúvidas entre alguns competidores do grid.
Segundo a FIA, o dispositivo permitirá ao piloto ativar um acréscimo de potência via sistema elétrico suplementar em trechos pré-definidos de cada circuito. A liberação será limitada a um número específico de acionamentos por corrida, com tempo controlado por telemetria diretamente na central da federação.
Durante os testes de pré-temporada no Bahrein, equipes e condutores puderam experimentar a novidade e avaliar impactos no desempenho dos carros de Fórmula 1. Ainda assim, a complexidade do novo recurso e seu efeito no consumo energético provocaram reservas entre vários pilotos.
Fontes não oficiais no paddock revelam que profissionais veteranos temem maior nível de variabilidade entre máquinas, uma vez que a gestão do “overtake mode” exigirá coordenação mais rigorosa entre piloto e engenheiro de performance. Além disso, há receio sobre possíveis falhas de software no momento do acionamento.
Em paralelo, a FIA confirmou que monitorará todas as ativações, com dados sendo disponibilizados em tempo real para transmissão televisiva e equipe de comissários. A meta é garantir transparência nas ultrapassagens e evitar interpretações equivocadas sobre eventuais irregularidades.
A estreia oficial do recurso acontece na abertura do Mundial, marcada para 2 de março de 2024, no Circuito Internacional do Bahrein. A expectativa é acompanhar em que medida o “overtake mode” influenciará as estratégias de corrida, a qualidade dos duelos e o equilíbrio entre as oito equipes participantes.
O debate sobre a adoção definitiva do sistema prossegue nos bastidores, enquanto pilotos, engenheiros e dirigentes se preparam para avaliar, ao longo da temporada, os resultados práticos dessa importante mudança técnica.
Fonte: MotorSport





