O último Corolla saiu da linha de montagem de Indaiatuba no dia 20 de junho de 2026. A unidade encerra operações definitivamente até o fim do mês, encerrando quase três décadas de história.
O último Toyota Corolla montado na fábrica de Indaiatuba, em São Paulo, cruzou a linha de produção no último sábado, dia 20 de junho de 2026, marcando o fim de uma era de 28 anos de operação da unidade. A cerimônia de despedida aconteceu em um ambiente de nostalgia e reconhecimento, pois a unidade deverá encerrar todas as suas atividades nos próximos dias, com o fechamento definitivo programado para o final do mês.
O exemplar que representa este momento histórico é um Corolla Altis Premium, equipado com motorização híbrida. A partir de agora, a produção do sedã médio será transferida para o complexo de Sorocaba, localizado a aproximadamente 60 km da antiga fábrica. Essa mudança não se trata apenas de um remanejamento logístico, mas sim uma reestruturação significativa para a Toyota, que busca otimizar sua manufatura.
Com a necessidade de modernização e atualização das linhas de produção em Indaiatuba, a montadora decidiu que era mais prático centralizar a produção em Sorocaba. O custo elevado para atualizar as instalações de Indaiatuba, que foi inaugurada em setembro de 1998, pesou na decisão. A fábrica, que já apresenta idade avançada, exigiria uma reforma completa para adaptar-se aos processos de arquitetura modular atuais.
Para suportar a nova produção do Corolla, a Toyota investiu em um novo pavilhão em Sorocaba, parte do ciclo de investimentos de R$ 11 bilhões que a empresa prometeu para o Brasil até 2030. Com essa expansão, a capacidade de produção da fábrica aumentará de 170.000 para cerca de 270.000 veículos anuais, integrando o Corolla com os modelos Corolla Cross e Yaris Cross.
A unidade de Indaiatuba foi um marco na indústria automotiva nacional, sendo a primeira fábrica da América Latina a montar um veículo híbrido flex e nacionalizando o carro mais vendido do mundo. Durante quase três décadas, mais de um milhão de unidades saíram de suas linhas de montagem.
A centralização das operações em Sorocaba também prepara o terreno para os próximos lançamentos da Toyota no Brasil, incluindo uma nova picape intermediária, programada para ser lançada no decorrer de 2027. Esse modelo deve competir diretamente com as picapes da Fiat, Ford e Ram, além de futuras concorrentes da Volkswagen e Renault. As versões de entrada da picape utilizarão um motor 2.0 aspirado com 175 cv, enquanto as configurações mais avançadas apresentarão um sistema híbrido flex plug-in (PHEV), que combina um motor 2.0 em ciclo Atkinson com um propulsor elétrico, entregando até 223 cv.
Os portões da antiga fábrica de Indaiatuba serão fechados até o final deste mês, e a transição dos funcionários está prevista para ocorrer de forma escalonada ao longo de 2024, com opções de realocação nas 2.000 vagas abertas em Sorocaba ou adesão a um plano de demissão voluntária. O futuro das instalações desativadas permanece incerto, mas há rumores de que possam ser adquiridas por uma nova fabricante chinesa, seguindo o exemplo de desembarque de outras marcas no país.









