Protótipos da Ranger PHEV e da Tremor foram exibidos em General Pacheco nos 65 anos da fábrica. Ambos vêm ao Brasil em 2027 e serão produzidos no mesmo complexo; a PHEV combina 2.3 Flex + elétrico de 102 cv.
Protótipos da nova Ford Ranger híbrida plug-in (PHEV) e da versão Tremor foram apresentados durante as comemorações de 65 anos da fábrica da marca em General Pacheco, na Argentina. Os dois modelos foram exibidos no evento e estão previstos para chegarem ao Brasil em 2027; ambos serão produzidos no mesmo complexo industrial.
A Ranger PHEV estreia com a promessa do maior torque já registrado na história da linha Ranger. A arquitetura combina o motor 2.3 Flex a um motor elétrico de 102 cv, integrado ao câmbio automático de dez velocidades. Na plataforma Modular Hybrid Transmission (MHT), o motor elétrico fica posicionado entre o bloco a combustão e a transmissão, sem a necessidade de instalar motores elétricos independentes nos eixos.
O sistema atua diretamente na linha de transmissão e permite tracionar a picape apenas com eletricidade ou de forma combinada. No modo combinado, o conjunto entrega 279 cv de potência e 71,1 kgfm de torque. Esse valor supera os 61,2 kgfm do motor V6 3.0 turbodiesel das configurações originais e os 58,3 kgfm do motor V6 3.0 bi-turbo da versão esportiva Raptor, elevando a referência de torque dentro da gama.
A variante Tremor foi apresentada com o mesmo motor 2.3 EcoBoost, mas sem o conjunto elétrico. A configuração Tremor terá proposta voltada ao uso fora de estrada, posicionando-se abaixo da Raptor, que hoje ocupa o topo da gama da picape média.
Também esteve exposto no evento um protótipo que demonstra a distribuição dos componentes térmicos e elétricos da configuração PHEV. Para acomodar o sistema de eletrificação sem comprometer a rigidez torcional, a montadora instalou o pacote de baterias sob a caçamba, posicionado entre as longarinas do chassi. A solução preserva a arquitetura estrutural do veículo utilitário e otimiza a distribuição de peso entre os eixos.
Apesar de ser exportada, executivos da Ford já haviam confirmado que a variante eletrificada da picape média será preparada com especificações dedicadas ao Brasil. A preparação inclui a conversão do motor 2.3 EcoBoost à gasolina para a motorização Flex, estratégia que busca enquadrar o utilitário em uma faixa tributária favorável do programa federal Mover. A mudança também marca o retorno do primeiro veículo Flex da marca no país desde o fim da produção nacional em 2021.
Há ainda uma versão híbrida plug-in da Ford Ranger fabricada em Pretória, na África do Sul, que é exportada para mercados da Europa e Oceania nas configurações Stormtrak e Wildtrak. A produção em Pacheco atenderá o mercado latino-americano e tudo indica que seguirá com as mesmas versões para a região.









