Carros elétricos e híbridos possuem um recurso que converte energia cinética em elétrica ao frear ou soltar o acelerador. A regeneração poupa os freios e devolve quilômetros à bateria.
Dirigir um carro elétrico ou híbrido oferece uma experiência semelhante à de modelos a combustão com câmbio automático, mas com um diferencial importante: a regeneração. Este recurso inovador permite que o motorista não apenas poupe os freios, mas também ganhe alguns quilômetros extras de autonomia.
A regeneração pode ser ativada de diversas maneiras, seja ao pisar no freio, ao soltar o acelerador ou até mesmo utilizando o cruise control. O princípio da regeneração é simples: ela converte a energia cinética do veículo em energia elétrica, que é então enviada de volta para a bateria.
A frenagem regenerativa, embora menos potente do que a frenagem convencional, é eficaz para desacelerar em vias planas e manter a velocidade em descidas. Importante notar que esse sistema atua apenas nas rodas de tração do veículo.
Nos veículos elétricos e híbridos, a forma de ativar a regeneração varia. Em alguns modelos da Toyota, por exemplo, existe uma posição “B” no câmbio que ativa essa função. Já em veículos híbridos da Honda, elétricos da Chevrolet e em alguns modelos europeus, como o Renault Megane E-Tech, o nível de regeneração pode ser regulado por aletas localizadas atrás do volante.
Nos carros elétricos chineses, que têm ganhado popularidade no Brasil, a intensidade da regeneração é ajustada pelo menu de configuração da central multimídia. Esse recurso é automaticamente ativado quando o modo de condução com um pedal (One Pedal) é selecionado.
Na prática, quando o carro não está programado para regenerar ao soltar o acelerador, a função é acionada no início do curso do pedal de freio. Isso permite que o motorista perceba claramente quando o veículo passa a utilizar a regeneração em vez dos freios de serviço.
O uso da frenagem regenerativa é mais vantajoso em ambientes urbanos, especialmente em situações de trânsito intenso, onde é possível antecipar paradas e economizar energia. Utilizando níveis mais altos de regeneração, o condutor pode desacelerar antes de chegar a um semáforo, por exemplo.
No entanto, em rodovias planas, a regeneração pode ser desativada para permitir que o carro mantenha a velocidade sem consumir energia desnecessariamente. Isso se traduz em uma maior eficiência no uso da bateria.
Além disso, é importante mencionar que a utilização da frenagem regenerativa pode impactar o desgaste dos pneus, especialmente nas rodas de tração. Por isso, é aconselhável monitorar o desgaste dos pneus e realizar o rodízio regularmente para garantir uma durabilidade uniforme.
Dominar o uso do freio regenerativo em um veículo eletrificado pode resultar em uma autonomia ampliada, embora o desgaste dos pneus represente um ponto a ser considerado pelos motoristas.










