Novo elétrico da Hyundai chega ao mercado chinês com preço abaixo do HB20 e será produzido em parceria com a BAIC. A marca investe 800 bilhões de yuans e mira 500 mil unidades até 2030.
O Hyundai Ioniq V começou a ser vendido na China e marca o início de uma nova fase da fabricante sul-coreana, com a criação de uma marca que desenvolverá elétricos locais, sem possibilidade de exportação neste momento. O lançamento do modelo integra um plano de investimento de 800 bilhões de yuans (cerca de US$ 1,1 bilhão), que prevê o lançamento de 20 carros nos próximos cinco anos e tem a meta de chegar a 500.000 unidades até 2030. A produção local será feita em parceria com a BAIC.
O Ioniq V é difícil de enquadrar em uma única carroceria: os conceitos mais recentes o tratam como um crossover, mas o desenho se aproxima de um cupê de quatro portas, com altura relativamente baixa para a categoria. A maior altura em relação ao solo é consequência do pacote de baterias, padrão em muitos elétricos. A linguagem visual segue a nova identidade da fabricante, com faróis e lanternas muito finos e um vinco central pronunciado na dianteira e na traseira, elemento que lembra a proposta denominada ‘Art of Steel’, já vista em modelos como o i20 e no novo Tucson.
As dimensões do Ioniq V foram divulgadas em 4,90 m de comprimento, 1,89 m de largura e 2,90 m de entre-eixos, enquanto a altura é de 1,47 m. No interior, o modelo traz uma grande tela de 27 polegadas com resolução 4K que ocupa desde a porção central do painel até o lado do passageiro. O quadro de instrumentos digital é menor e está posicionado próximo ao para-brisa.
Apesar de ser um marco para a nova submarca, o Ioniq V utiliza a plataforma E-GMP, já empregada em outros modelos elétricos da divisão, e adota arquitetura elétrica de 800V. Neste primeiro momento o veículo será vendido somente como elétrico, mas a plataforma suporta tecnologia EREV, estratégia que tem ganhado espaço no mercado chinês e atraído fabricantes tradicionais.
O modelo terá opções de potência de 190 cv ou 228 cv. As baterias, fornecidas pela CATL, podem ter capacidade de 53,4 kWh ou 66,8 kWh. Pelo ciclo de homologação chinês CLTC, as autonomias informadas são de 540 km para a bateria menor e 650 km para a maior. A recarga rápida permite passar de 30% a 80% em cerca de 20 minutos, segundo os dados divulgados.
O que mais chama atenção no lançamento é o preço inicial: 99.900 yuans, valor que representa R$ 77.204 em conversão direta. Esse patamar é consideravelmente inferior ao preço do modelo mais barato da Hyundai no Brasil, o HB20 Comfort equipado com motor 1.0 aspirado e câmbio manual, que é vendido por R$ 96.140. A estratégia de precificação e a venda restrita ao mercado chinês reforçam a aposta da marca em expandir rapidamente sua presença local de veículos elétricos.









