O mercado automotivo chinês, especialmente no segmento de caminhões, tem se destacado cada vez mais no cenário global. Em 2025, as vendas de caminhões pesados na China alcançaram impressionantes 1,145 milhão de unidades, um número que coloca o país em uma posição de liderança incontestável neste segmento. Em comparação, o Brasil registrou apenas 49,5 mil emplacamentos de caminhões pesados no mesmo ano, representando menos de 5% do total chinês.
A Foton, do grupo BAIC, é uma das principais forças do setor, vendendo cerca de 650 mil caminhões pesados em 2025. A marca já tem presença no Brasil, onde tem visto um aumento nos emplacamentos de caminhões leves e médios. Um dos seus modelos, o eGalaxus, é 100% elétrico e foi exibido no Brasil, prometendo atrair atenção na Fenatran 2026, que ocorrerá em São Paulo entre os dias 9 e 13 de novembro.
A CNHTC, conhecida como Sinotruk, também está se reestruturando. Embora tenha enfrentado dificuldades no Brasil, na China a marca se destaca por suas parcerias estratégicas, como a colaboração com a MAN, resultando na linha Sitrak, que utiliza a cabine do conhecido MAN TGX.
Outra gigante do setor é a FAW Jiefang, reconhecida como a primeira montadora de caminhões da China. Em 2025, o modelo J7 Eagle da FAW continuou a dominar o mercado, expandindo suas vendas não apenas na China, mas também em países como Austrália e na África.
A Dongfeng, que planeja uma entrada robusta no mercado brasileiro, tem um portfólio diversificado de caminhões pesados, incluindo modelos como GX, KX, KL e VL. A parceria com o Grupo Volvo, que detém 45% da Dongfeng Commercial Vehicles, elevou a qualidade dos produtos da marca chinesa.
Por fim, a Shacman, que desistiu de entrar no Brasil, continua a ser uma força formidável na China, tendo entregue mais de 360 mil caminhões até 2024. O recente lançamento do Shacman X6000, com motor Weichai de 17 litros e 840 cv, coloca a marca em uma disputa acirrada com as tradicionais Scania e Volvo pelo título de caminhão rodoviário mais potente do mundo.









