A Omoda & Jaecoo está se preparando para uma ofensiva no mercado brasileiro com o lançamento do Omoda E5, um SUV elétrico que promete ser o modelo com melhor custo-benefício do país. De acordo com informações de Jorge Moraes, a marca lançará uma versão de entrada do E5 ainda em 2026, com um preço de R$ 149.900, o que representa uma redução de cerca de R$ 60 mil em relação à configuração atual, que está disponível por R$ 209.990.
O intuito dessa redução de preço é claro: reverter o desempenho discreto do modelo, que desde sua estreia no Brasil em 2025, emplacou pouco mais de 500 unidades. Com o novo valor, o E5 não só competirá entre os SUVs elétricos, mas também com compactos mais acessíveis, como o BYD Dolphin, que oferece uma bateria de 44,9 kWh e autonomia de 291 km conforme medições do Inmetro, além do GWM Ora 03 e o futuro Chevrolet Spark EUV.
Ainda não foram divulgadas as estratégias que a fabricante adotará para alcançar esse novo preço. Entre as possibilidades discutidas estão o enxugamento da lista de equipamentos ou a utilização de componentes que já são empregados em outros mercados. Por exemplo, na Austrália, o E5 passou a utilizar uma bateria menor de 58,9 kWh, enquanto na Tailândia, a versão reestilizada de 2026 conta com um pacote de 50,6 kWh. Qualquer uma dessas medidas poderá resultar em uma diminuição na autonomia do veículo.
Na configuração atual, o Omoda E5 é equipado com um motor elétrico dianteiro que entrega 204 cv e 34,7 kgfm de torque, alimentado por uma bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP) de 61 kWh. A autonomia homologada pelo Inmetro é de 345 km. O SUV acelera de 0 a 100 km/h em aproximadamente 7,6 segundos e possui um sistema de recarga rápida em corrente contínua (DC) de até 80 kW, que permite repor a bateria de 30% a 80% em cerca de 28 minutos.
A Omoda, marca global da chinesa Chery, desembarcou no Brasil em 2025 com o E5 como seu modelo de estreia, que também inclui uma variante híbrida. O SUV possui 4,42 metros de comprimento e vem de série com itens como seis airbags, teto solar, câmeras de 360° e um pacote de assistências semiautônomas (ADAS). Se a nova estratégia de preços for confirmada, isso poderá alterar o cenário competitivo na faixa dos R$ 150 mil, exigindo que rivais chinesas e a Chevrolet reconsiderem suas tabelas em um momento em que as marcas asiáticas estão avançando fortemente no mercado brasileiro.





