A Polícia Civil do AM desmantelou em Manaus esquema que revendia o mesmo carro a vários compradores, com prejuízo estimado em R$ 1 milhão. Um homem de 33 anos foi preso após três meses de investigação.
Um esquema criminoso que envolvia a revenda do mesmo carro para várias pessoas foi desmantelado pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), com um prejuízo estimado em cerca de R$ 1 milhão. O principal suspeito, um homem de 33 anos, foi preso após uma investigação que durou aproximadamente três meses, iniciada a partir das denúncias de diversas vítimas que relataram a mesma fraude.
O delegado Cícero Túlio, do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), explicou que o investigado anunciava automóveis, recebia pagamentos e desaparecia sem entregar os veículos. Os compradores, acreditando estarem fechando negócios legítimos, transferiam dinheiro diretamente para o suspeito. “Essas vítimas acabavam repassando o dinheiro para ele, acreditando que tratava-se de uma venda legítima. Após isso, ele se apropriava dessas quantias e sumia, deixando essas vítimas no prejuízo”, afirmou o delegado.
A investigação revelou que o homem utilizava indevidamente uma plataforma de comercialização de veículos vinculada à empresa de uma das vítimas, sem pagar pela licença do sistema. Com isso, ele bloqueava as vendas legítimas nas concessionárias, anunciava veículos por conta própria e desviava os pagamentos para sua conta bancária.
Após fugir para Santa Catarina, o suspeito foi rastreado e localizado ao retornar a Manaus. A prisão aconteceu no bairro Praça 14 de Janeiro, na zona Sul da capital amazonense. “Após um trabalho de monitoramento, identificamos que ele retornou de Santa Catarina para Manaus e conseguimos localizá-lo para cumprir o mandado de prisão preventiva”, relatou o delegado.
Além da prisão, a polícia bloqueou as contas e ativos financeiros do suspeito e cumpriu dois mandados de busca e apreensão, resultando na apreensão de um veículo. Durante o depoimento, ele admitiu ter utilizado parte do dinheiro obtido nos golpes para quitar dívidas em plataformas de apostas online. A investigação concluiu que ele atuava sozinho e será responsabilizado por estelionato e falsidade ideológica.





