A Renault Geely do Brasil vai gerir toda a estrutura das marcas seis meses após a matriz chinesa assumir o controle. Processos de homologação e testes já acontecem na fábrica de São José dos Pinhais (PR).
O comando da Zeekr e da Lynk & Co no Brasil vai mudar de mãos pela segunda vez em 2026. A Renault Geely do Brasil passará a deter toda a estrutura operacional das duas marcas no país, seis meses depois de a matriz na China ter assumido o controle direto das operações, em março.
A transição ainda está em fase de conclusão, mas já avança na prática: parte dos processos operacionais de homologação, testes de protótipos e validação de novos modelos é conduzida no complexo industrial de São José dos Pinhais (PR), onde fica a fábrica do grupo. Há tendência de que Ariel Montenegro, presidente da Renault Geely do Brasil, também seja anunciado como liderança das duas marcas.
A Zeekr estreou no Brasil em 2024 sob o controle de um grupo de concessionários, mirando o segmento premium que abriga Audi, BMW e Mercedes-Benz. A marca foi fundada pela Geely em 2021 para enfrentar o avanço da Tesla na China e compartilha desenvolvimento e plataformas com a Volvo, que integra o mesmo grupo desde 2010, embora a operação da Volvo no Brasil siga independente.
A Lynk & Co foi criada em 2016 com proposta de oferta mais compacta sobre as bases da Volvo e ainda não teve lançamento oficial no mercado brasileiro: o modelo Lynk & Co 01 está em fase de testes no país. A presença simultânea das duas marcas no mercado brasileiro passa agora a ter coordenação local sob a estrutura da joint venture formada entre Renault e Geely no país.
A Renault Geely do Brasil foi criada em novembro de 2025, quando a Geely adquiriu participação de 26,4% na operação da Renault no país. O acordo deu à parceira chinesa acesso à fábrica paranaense, onde serão produzidos os SUVs EX2 e EX5, além de modelos Renault baseados em plataformas chinesas. A operação de vendas continua sob a gestão da empresa francesa.
O arranjo brasileiro replica prática adotada na Coreia do Sul, onde a Geely detém 34% da operação da Renault. É de lá que sai o Renault Koleos lançado no Brasil no início deste ano, produzido em Busan e comercializado no mercado asiático como Geely Moujaro.
Com o aporte de capital chinês, a Renault espera elevar a produção e a competitividade da unidade de São José dos Pinhais, que hoje fabrica Kwid, Kardian, Duster, Oroch, Boreal e Master. A fábrica tem capacidade instalada para 380 mil veículos por ano, entre modelos de passeio e comerciais.







