Um táxi-robô autônomo da Waymo, empresa de veículos sem condutor da Alphabet, atropelou uma criança no dia 29 de janeiro nas proximidades de uma escola primária em Palo Alto, na Califórnia (EUA). O menor sofreu ferimentos leves e foi atendido pelas equipes de emergência presentes no local.
Investigação das agências de segurança
A Administração Nacional de Segurança Rodoviária (NHTSA) anunciou nesta quinta-feira (29) a abertura de uma investigação preliminar para apurar as circunstâncias do atropelamento. No mesmo dia, o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA (NTSB) também comunicou que conduzirá uma apuração independente. Em nota oficial, a Waymo afirmou que vai colaborar integralmente com ambas as investigações.
Como ocorreu o atropelamento
Segundo a NHTSA, a criança surgiu de trás de um SUV estacionado em fila dupla e atravessou a via correndo em direção ao portão da escola, no horário de entrada dos alunos. No momento do incidente, havia outros estudantes na rua, um guarda de trânsito e diversos veículos estacionados em dupla fila.
A Waymo informou que o sistema do veículo autônomo identificou imediatamente o pedestre e reduziu a velocidade de aproximadamente 27 km/h para menos de 10 km/h antes da colisão, atingindo apenas a perna da criança.
Resposta da empresa e comparativo com motorista humano
A companhia declarou que simulações internas indicam que um motorista humano, mesmo totalmente atento, teria atingido o menor a cerca de 22 km/h na mesma situação. Após o impacto, a criança conseguiu se levantar e seguir até a calçada, enquanto o táxi-robô acionava automaticamente o serviço de emergência pelo número 911.
O veículo permaneceu no local até a chegada da polícia, que liberou a via em seguida. A NHTSA informou que irá avaliar se o sistema operou com cautela adequada em uma zona escolar, inclusive no respeito aos limites de velocidade e nas ações tomadas após o atropelamento.
Casos anteriores e medidas da Waymo
No mesmo dia, o NTSB abriu outra investigação sobre táxis-robô da Waymo em Austin, no Texas, após registros de ao menos 19 ultrapassagens indevidas de ônibus escolares desde o início do ano letivo. Em dezembro, a empresa convocou recall de mais de três mil veículos para atualização de software que possibilitava essa prática.
Em outubro de 2025, a NHTSA já havia iniciado apuração sobre o mesmo problema. O Distrito Escolar Independente de Austin chegou a solicitar a suspensão das operações da Waymo nos horários de entrada e saída de estudantes, pedido que, segundo relatos, foi recusado pela empresa.
O episódio reacende o debate sobre a segurança dos veículos autônomos nos Estados Unidos, enquanto o Comitê de Comércio do Senado americano prepara, para 4 de fevereiro, uma audiência com a participação do diretor de segurança da Waymo, Mauricio Peña.
Com informações de G1





