VW desenvolve internamente o elétrico de entrada ID.Up, que chega à Europa em 2027. O compacto terá motor dianteiro de 95 cv, mais de 250 km WLTP e velocidade máxima limitada, mirando o BYD Dolphin Mini.
A Volkswagen mudou a estratégia de batismo de seus elétricos e o modelo de entrada da família ID será chamado Volkswagen ID.Up. O compacto zero emissão chegará ao mercado europeu em 2027 com a missão de enfrentar o BYD Dolphin Mini e se posicionar como opção acessível na gama elétrica da marca.
Apurou-se que o projeto está sendo conduzido inteiramente pela fabricante alemã, sem apoio de parceiras chinesas no desenvolvimento. O ID.Up deve manter o motor elétrico dianteiro de 95 cv apresentado no conceito ID.Every1, com autonomia superior a 250 km pelo ciclo WLTP e velocidade máxima limitada a 130 km/h — configuração voltada ao uso urbano e à eficiência energética de baterias reduzidas.
O nome ID.Up foi registrado recentemente na Europa, e o pedido de proteção indica que a Volkswagen considera resgatar denominações já conhecidas em vez do esquema numérico adotado até então. A estratégia de nomenclatura vem acompanhada de decisões de projeto pensadas para cortar custos e fixar o preço-alvo na faixa de 20.000 euros (R$ 119.512 ao câmbio atual).
Para atingir essa meta de preço, o novo elétrico será montado sobre uma derivação simplificada da plataforma MEB+. O conjunto técnico vai compartilhar componentes com o ID.Polo, mas adotará acumuladores de energia menores que os de 37 kWh, garantindo redução agressiva no custo final. A arquitetura busca equilíbrio entre autonomia adequada para uso urbano e redução de custo por quilo de bateria.
Nas dimensões, o carro de produção terá 3,88 m de comprimento e 2,53 m de entre-eixos, entregando 305 litros de capacidade no porta-malas e homologação para quatro ocupantes. Em comparação ao antigo subcompacto vendido no Brasil, o projeto de produção é consideravelmente maior: serão 19 cm a mais no comprimento, 17 cm a mais na largura (total de 1,81 m) e 1,4 cm mais baixo, com 1,49 m de altura. A cabine preserva proporções clássicas, tampa traseira com acabamento preto, central multimídia destacada e comandos físicos no volante.
O ID.Up será também o primeiro a estrear a nova arquitetura eletrônica desenvolvida em parceria com a norte-americana Rivian. O sistema substitui múltiplas centrais de controle por computadores mais potentes e atualizáveis, permitindo modificações de software e adição de funções remotamente — recurso relevante para competir com a nova geração de elétricos chineses, como o Geely EX2. A tecnologia será testada em alto volume nas ruas antes de aplicação em veículos de outras marcas do grupo, incluindo Audi e Scout.
A produção do ID.Up ocorrerá na planta de Palmela, em Portugal. A estreia do modelo no Brasil segue incerta, diante do foco atual das importações da marca na Ásia.







