BYD Song Plus lidera a lista dos dez veículos mais blindados de 2026, seguido por Toyota Corolla Cross e Jeep Commander. Com blindagem, modelos chegam a custar entre R$ 300 mil e R$ 350 mil.
O mercado de blindagem no Brasil tem apresentado um crescimento notável, refletindo uma mudança de perfil que se tornou mais acessível e diversificado. A lista dos dez carros mais blindados de 2026 é dominada por SUVs médios, além de incluir algumas opções híbridas. Em primeiro lugar, o destaque vai para o BYD Song Plus, seguido pelo Toyota Corolla Cross e pelo Jeep Commander.
“Você investe em um veículo como o T-Cross ou em um outro da faixa, um Corolla Cross, um BYD, você tem aí um veículo na faixa de R$ 180 a R$ 230 mil mais o valor da blindagem que vai para cerca de R$ 300 mil a R$ 350 mil. Então, para o poder de compra, para a renda, para o PIB brasileiro, é um valor alto. Por isso é que há uma demanda muito maior por veículos intermediários que possam ser blindados e que suportem a blindagem. No passado, a blindagem era excessivamente pesada. Hoje não, então um carro como esse também tem essa possibilidade de ser blindado e suportar bem”, explica Claudir Bertoldo, diretor-geral da Avallon Blindagens.
O ranking dos dez carros mais blindados no Brasil até o primeiro trimestre de 2026, conforme a Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), é o seguinte:
- BYD Song Plus
- Toyota Corolla Cross
- Jeep Commander
- Jeep Compass
- Volvo XC60
- GWM Haval H6
- BMW X1
- VW Taos
- VW T-Cross
- Toyota Corolla
A evolução da indústria de blindagem nos últimos anos é notável, com materiais mais leves e processos que permitem uma experiência de uso mais próxima à de um veículo original. A Abrablin aponta que, nos três primeiros meses de 2026, foram registradas 8.550 autorizações para blindagem no Brasil, representando um crescimento de 6,5% em relação ao mesmo período de 2025.
“Também houve uma mudança no perfil do cliente. Antes, a blindagem estava concentrada em empresários, executivos e proprietários de veículos de luxo. Hoje, observa-se um público muito mais diversificado, incluindo profissionais liberais, empreendedores, famílias e usuários de veículos médios que passaram a enxergar a blindagem como um investimento em segurança e qualidade de vida”, afirma Andréia Canassa, presidente da Abralin.
Atualmente, São Paulo é o estado que concentra a maior parte das blindagens, com 82% do total. O Rio de Janeiro aparece em seguida, com 8%. Aproximadamente 85% da demanda é representada por pessoas físicas e jurídicas, enquanto o restante é dividido entre locadoras, segurança pública e aplicativos.







