A moto mais vendida da história brasileira chega ao meio século dominando estradas e superando ícones como Fusca e Fiat Uno. Lançada em 1976, a CG segue imbatível.
Responsável pela popularização da motocicleta no Brasil, a Honda CG completa 50 anos de história e continua a ser um símbolo de utilidade e resistência. Desde o seu lançamento em 1976, a CG já contabiliza mais de 15 milhões de unidades comercializadas, consolidando-se como o veículo mais vendido da história brasileira, superando ícones como o Volkswagen Fusca e o Fiat Uno.
A primeira versão, denominada CG 125 Bolinha, foi produzida na fábrica de Manaus, no Amazonas, e se destacou pela robustez e durabilidade. O fenômeno CG é ainda mais impressionante considerando as condições logísticas desafiadoras da região, onde o acesso por rodovias é limitado. A maioria das motos é transportada por balsas até Belém, de onde são distribuídas por todo o Brasil, um processo que pode levar mais de um mês.
A fábrica de Manaus, beneficiada por incentivos fiscais da Zona Franca, tornou-se a mais verticalizada do mundo, produzindo partes que normalmente seriam adquiridas de fornecedores externos. Embora a Honda tenha diversificado sua linha de produtos, a CG ainda representa cerca de um terço do volume total de vendas da marca no Brasil.
A trajetória da CG começou com a adaptação do modelo CB 125, importado e ajustado às necessidades locais. A primeira versão apresentava um motor de um cilindro, arrefecido a ar, com 11 cv e câmbio de quatro marchas. A campanha de lançamento contou com a participação do jogador Pelé, o que ajudou a impulsionar a popularidade do modelo.
Em 1981, a Honda lançou a CG 125 a álcool, a primeira do mundo a utilizar esse combustível, e em 1978, a moto fez sua estreia nas pistas com a CG 125 Fórmula, participando de competições monomarca. A evolução das gerações seguiu com a introdução de melhorias significativas, como o aumento do sistema elétrico e a adoção de câmbio de cinco marchas na segunda geração, e inovações como o CDI na terceira geração.
A quarta geração trouxe a CG 125 Titan, com design mais arredondado e 90 alterações mecânicas. Já na quinta geração, a versão ES introduziu a partida elétrica e o freio dianteiro a disco. A sexta geração viu um aumento na capacidade do motor, que passou de 125 para 150 cm³, e a sétima geração, de 2009 a 2013, marcou a introdução da injeção eletrônica.
Ao longo dessas cinco décadas, a Honda CG se firmou como um verdadeiro ícone da mobilidade no Brasil, adaptando-se às necessidades do mercado e aos desafios logísticos, e promete continuar sua trajetória de sucesso com uma edição especial comemorativa e novas inovações.












