A Renault atualizou o Megane E-Tech com design mais robusto e maior alcance. O elétrico custa R$ 279.990 e enfrenta concorrência direta do BYD Yuan Plus no Brasil.
A Renault apresentou na Europa a primeira grande atualização do Megane E-Tech, um hatch elétrico que chega com um design mais agressivo e melhorias significativas na autonomia, visando aumentar sua competitividade no mercado global. O modelo renova sua identidade visual, abandonando as linhas arredondadas da dianteira em favor de um padrão estético mais robusto, semelhante ao que foi visto nos novos Captur e Symbioz.
Com preço de R$ 279.990 no Brasil, o Megane E-Tech se posiciona na mesma faixa de preço de concorrentes como o BYD Yuan Plus, que custa R$ 269.990. Esta nova versão busca corrigir a principal desvantagem do modelo anterior: a autonomia limitada com uma única carga de bateria.
Uma das principais mudanças está sob o assoalho do veículo. A Renault substituiu o antigo pacote de baterias de 60 kWh por um novo conjunto de fosfato de ferro-lítio (LFP) com capacidade de 67 kWh. Essa atualização eleva a autonomia declarada no ciclo europeu WLTP de 459 km para 499 km, um aumento significativo de 40 km.
A arquitetura elétrica do Megane E-Tech também foi revista para suportar uma potência de recarga em corrente contínua (DC) de até 165 kW. Com isso, é possível recuperar de 15% a 80% da carga da bateria em apenas 24 minutos, aumentando a conveniência para os usuários.
No entanto, essa troca de componentes teve um impacto na dinâmica do veículo. O motor elétrico dianteiro, que entrega 220 cv e torque de 30,6 kgfm, permaneceu inalterado. Contudo, devido ao peso adicional das novas baterias, o tempo de aceleração de 0 a 100 km/h aumentou de 7,5 segundos para 7,6 segundos. Para mitigar o efeito do peso na dirigibilidade, a Renault recalibrou o sistema de direção assistida e ajustou a suspensão.
Visualmente, as mudanças destacam a esportividade, com um novo para-choque que apresenta tomadas de ar triangulares nas extremidades e faróis full-LED mais afilados. Além disso, novas opções de rodas de liga leve e uma pintura azul Satin foram adicionadas ao catálogo.
No interior, a disposição das telas do painel permanece a mesma, mas o sistema de entretenimento OpenR Link recebeu uma atualização significativa. Agora, ele integra o assistente de inteligência artificial Google Gemini, aumentando a loja de aplicativos nativos para mais de 100 opções. Uma nova funcionalidade de reconhecimento biométrico do condutor também foi implementada, ajustando automaticamente a posição de condução, preferências de climatização e espelhos ao identificar o motorista.
A gama de configurações foi simplificada no mercado europeu, agora composta apenas pelas versões Techno e Esprit Alpine, sendo esta última com um apelo estético mais esportivo. Ambas as versões receberam melhorias nos pacotes de assistências ao condutor (ADAS), incluindo novos sensores de ponto cego e um sistema de frenagem autônoma de emergência aprimorado.
O início das vendas e os preços oficiais para o mercado europeu ainda não foram divulgados. Devido a vendas fracas, a chegada do modelo ao Brasil ainda não está definida. A Renault tem ajustado sua estratégia desde a transformação da operação nacional em uma joint venture com a Geely, considerando deixar os veículos elétricos para o parceiro chinês.







