A BYD não cumpriu com a garantia de 24 meses ou 100 mil quilômetros prevista no manual de manutenção e garantia do modelo Dolphin Mini 2025/2026, segundo a reclamação de Jonathan Machado de Souza, motorista de aplicativo de Ponta Grossa (PR). O proprietário do veículo, que já rodou 87 mil quilômetros, relatou problemas nos semieixos dianteiros do carro.
O primeiro semieixo apresentou falha em 18 de maio de 2026, levando Souza a arcar com o custo de R$ 1.285,77 para a substituição. Apenas três dias depois, em 21 de maio, o segundo semieixo também apresentou problemas, gerando um novo custo de R$ 1.230,07. Assim, o total gasto até o momento foi de R$ 2.515,84, realizados na concessionária BYD Servopa, localizada em Ponta Grossa.
“A loja inicialmente negou a cobertura do primeiro reparo, alegando que o carro teria ultrapassado o limite de 60 mil quilômetros previsto para garantia”, disse Souza.
O proprietário do Dolphin Mini identificou uma divergência entre a versão física do manual entregue com o carro e a versão digital disponível no site da BYD. A versão impressa corresponde à edição B4911*66-EV-MG05, de abril de 2025, enquanto a digital é a B4911*66-EV-MG06, de janeiro de 2026, que inclui a cobertura de garantia de 24 meses ou 100 mil quilômetros para o modelo.
Em contato com o SAC da montadora, Souza foi informado que a versão mais recente do manual é a que se aplica ao seu veículo. No entanto, a BYD não reconhece a cobertura da garantia para os dois semieixos, alegando que os problemas foram causados por fatores externos.
A montadora afirmou que “o problema relatado no veículo Dolphin Mini, chassi LGXCE4CC7T002116, foi provocado por um agente externo, especificamente danos na coifa de borracha, que permitiu a entrada de contaminantes, danificando as peças”.
Sobre o segundo semieixo, a BYD declarou que o componente “sofreu diversos impactos na roda e suspensão, também ocasionados por agente externo”. Em resposta a uma queixa formal apresentada ao Procon, Jonathan Machado solicitará esclarecimentos à concessionária e uma reunião com representantes do órgão público para discutir a situação. Ele busca um laudo técnico, a confirmação do prazo de garantia, além do reembolso dos valores já pagos.
A BYD, em carta ao Procon, reafirmou que a análise técnica aplicável ao componente reclamado se enquadra na categoria “Borrachas”, e não nas categorias de suspensão ou caixa de direção, como alegado pelo consumidor.







