A Porsche anunciou que encerrará a produção do Macan a combustão em julho de 2026, marcando uma transição significativa para o modelo icônico da marca. A decisão implica que não haverá um substituto movido a gasolina por pelo menos dois anos. A última unidade do Macan a combustão deixará a fábrica de Leipzig, na Alemanha, ainda neste mês, e a denominação ‘Macan’ passará a referir-se exclusivamente à versão 100% elétrica.
A escolha de descontinuar a versão a combustão surpreendeu a indústria, uma vez que este modelo continuava a ser o mais vendido em comparação com sua contraparte elétrica. No primeiro semestre de 2026, a Porsche entregou um total de 35.315 unidades do Macan ao redor do mundo, sendo 19.695 unidades a combustão e 15.620 elétricas. No entanto, em comparação com o mesmo período do ano anterior, as vendas do modelo caíram 22%. A fabricante atribui essa diminuição a uma base de comparação forte em 2025, à falta de incentivos fiscais para híbridos e elétricos nos Estados Unidos e a uma adoção da eletromobilidade mais lenta do que o esperado.
A Porsche reconhece que houve uma leitura equivocada do mercado e já aprovou um sucessor que contará com opções a combustão e híbrida, desenvolvido sobre a plataforma do Audi Q5. Contudo, a estreia desse novo modelo não está prevista antes de 2028, e ele terá um nome diferente.
No Brasil, o Macan ainda está disponível em versões a combustão, incluindo as variantes base, T, S e GTS, com potências que variam de 265 cv a 440 cv, e deve permanecer no mercado até o fim dos estoques. Por outro lado, a gama elétrica inclui as versões Macan 4, 4S e GTS, sendo esta última a topo de linha com até 639 cv. Os preços começam em torno de R$ 530 mil para o modelo a gasolina e superam R$ 800 mil para a versão elétrica de maior desempenho, conforme tabela divulgada pela própria Porsche.
O Macan tem sido comercializado no Brasil desde a primeira geração, na metade da década passada, e sempre se destacou entre os modelos de maior volume da marca no país. A eletrificação do modelo chegou em novembro de 2024 com a segunda geração, quando o Macan elétrico foi introduzido como o primeiro Porsche projetado sem um motor a combustão, utilizando a plataforma PPE do Grupo Volkswagen, que também é compartilhada com o Audi Q6 e-tron, e equipada com uma bateria de 100 kWh.
Em 2026, o desempenho comercial do Macan acompanha a retração global do mercado. Em maio, foram registrados apenas 76 emplacamentos do modelo no Brasil, segundo dados do segmento premium, enquanto a Porsche entregou 710 unidades de toda a sua linha no primeiro bimestre do ano, segundo informações da Fenabrave.






