A nova Toyota Hilux 2028 já circula em testes no Brasil com sua carroceria finalizada. Um protótipo camuflado da picape foi flagrado no interior de São Paulo, evidenciando que o desenvolvimento regional está em estágio avançado. O lançamento comercial do modelo, que será fabricado na Argentina, está previsto para o início de 2027.
O atraso em relação aos mercados asiáticos é justificado pela necessidade de adaptações na fábrica de Zárate. O complexo industrial receberá novos ferramentais e matrizes de estamparia nos próximos meses, e a Toyota está se preparando para anunciar um investimento significativo na planta. De acordo com a imprensa argentina, a produção está agendada para começar no final deste ano, o que empurrará o início das vendas para o ano seguinte.
O cronograma de lançamento será escalonado. As primeiras unidades chegarão às concessionárias equipadas com o motor 2.8 turbodiesel atual, sem assistência elétrica. No segundo trimestre de 2027, a Toyota dará início à produção da Hilux com um sistema híbrido leve (MHEV) de 48V acoplado ao motor a combustão.
A tecnologia híbrida visa reduzir levemente o consumo e as emissões de poluentes, mantendo a capacidade de carga de 1.000 kg e a capacidade de reboque de 3.500 kg.
A potência de 204 cv e o torque de 50,9 kgfm devem ser mantidos, embora o mercado aguarde a possibilidade de retorno da calibração de 224 cv e 55 kgfm em uma versão GR-Sport.
Apesar de manter a plataforma atual, o chassi da nova Hilux recebeu pontos de solda adicionais para aumentar a rigidez estrutural. A engenharia da Toyota instalou novos coxins hidráulicos para o motor e a cabine, com o objetivo de reduzir a aspereza durante a condução. A suspensão foi recalibrada de duas maneiras distintas: as versões de entrada focam no trabalho pesado, enquanto as configurações mais avançadas priorizam o conforto com a caçamba vazia.
A fabricante considera o modelo como uma nova geração, embora, na prática, a picape passe por uma reestilização profunda que preserva a estrutura lateral da cabine. A dianteira foi completamente redesenhada, inspirando-se no visual global da marca, com novos faróis, grade e para-choques.
No interior, a picape se moderniza, abandonando parte do aspecto rústico em favor da conectividade. A central multimídia agora conta com uma tela de 12,3 polegadas e espelhamento sem fio de série em todas as versões. O quadro de instrumentos também foi atualizado, com versões de acesso apresentando uma tela de 7 polegadas e uma configuração topo de linha que oferece um visor totalmente digital de 12,3 polegadas.
A ergonomia do modelo foi aprimorada, com bancos redesenhados e a manutenção de comandos físicos para o ar-condicionado. A dinâmica urbana do modelo também se transforma, já que as versões mais caras adotam uma caixa de direção com assistência elétrica, enquanto os modelos de trabalho mantêm o sistema hidráulico.
O novo pacote de segurança traz recursos como alerta de ponto cego, monitoramento de tráfego cruzado traseiro e um novo airbag central dianteiro, projetado para evitar colisões de cabeça entre motorista e passageiro em impactos laterais severos.
A estratégia de multienergia da Toyota inclui uma versão 100% elétrica, que será fabricada na planta argentina. Essa configuração utilizará uma bateria de 59,2 kWh, prometendo uma autonomia de 240 km, voltada para operações comerciais curtas, com uma capacidade de reboque limitada a 1.600 kg.
A versão elétrica combina um motor dianteiro de 112 cv e 20,9 kgfm com um motor traseiro de 176 cv e 27,4 kgfm, resultando em uma potência combinada de 196 cv, inferior à do motor a diesel. A produção dessa variante elétrica está prevista para o último trimestre de 2027, com chegada ao mercado brasileiro programada para 2028.
O utilitário esportivo SW4 também tem seu futuro garantido na região, com a produção em Zárate, equipado com as mesmas atualizações tecnológicas e visuais da picape, programada para iniciar entre março e abril de 2027.








