A Ford anunciou o seu 57º recall de 2026, envolvendo 288.314 unidades do SUV Explorer, fabricadas entre 2016 e 2019. O recall foi motivado por um problema identificado nos racks longitudinais de teto, que podem afrouxar e se desprender do veículo, conforme relatado à NHTSA, a agência de trânsito dos Estados Unidos.
O problema afeta modelos com acabamentos acetinado, cromado e pintado. Quando a peça se solta, o motorista pode perceber um aumento no ruído aerodinâmico, além de chiados, rangidos e uma folga visível entre a barra e a linha do teto. A montadora já tem conhecimento de um acidente que pode estar relacionado ao desprendimento dessa peça.
Um número considerável dos veículos convocados já havia passado por reparos anteriormente. A NHTSA informou que, em algumas situações, os técnicos não trocaram as presilhas de retenção danificadas ou aplicaram uma quantidade inadequada de adesivo epóxi, em condições de cura não apropriadas. O conserto definitivo nas concessionárias inclui a inspeção das peças, a substituição de presilhas quebradas e a fixação com quatro grampos plásticos do tipo push-pin.
O histórico dessa questão remonta a 2020, quando a Ford começou a identificar o problema e passou a oferecer reparos em garantia estendida. O recall formal foi instituído em abril de 2021. Em março de 2026, o setor de investigação de defeitos da NHTSA notificou a montadora a respeito de 46 reclamações de proprietários, incluindo casos de veículos que já haviam sido reparados.
Este incidente se soma a uma sequência preocupante para a montadora. Em 2025, a Ford registrou aproximadamente 152 recalls, um número recorde para uma única montadora em um único ano, afetando perto de 13 milhões de veículos. Até agora, em 2026, de acordo com dados da NHTSA, já foram contabilizadas mais de 50 campanhas de recall, impactando 11,2 milhões de unidades. A empresa afirma que o volume elevado de recalls reflete uma estratégia mais rigorosa para identificar e corrigir falhas antes que se tornem problemas mais sérios.





