A Tasman estreia como primeira picape média da Kia no Brasil, com motor diesel 2.2 e projetos voltados a conforto e uso prático. A versão GL, importada da Coreia, chega por R$ 249.990 e divide opiniões pelo visual.
Não há nada igual à Kia Tasman. O modelo estreia como a primeira picape média da marca no mercado brasileiro e provoca reações imediatas pelo visual distinto: faróis espaçados, grade com seis fendas e proporções que remetem a picapes de décadas passadas. Apesar do aspecto “abrutalhado”, a Tasman é uma picape média a diesel moderna, projetada com foco em conforto e capacidade de uso.
O preço ameniza o primeiro impacto estético: a versão GL, primeira oferecida no país, custa R$ 249.990 e chega importada da Coreia do Sul, posicionando-se em faixa semelhante às picapes médias a diesel mais acessíveis do Brasil.
O design não tenta integrar cabine e caçamba. A carroceria aposta em elementos sobrepostos — como a chamada “sobrancelha” entre para-choque e capô e as molduras acima das caixas de roda — que carregam a estética. A tampa do bocal de abastecimento fica integrada à moldura traseira direita, e os para-choques sem pintura estarão presentes até nas versões mais completas, que chegarão futuramente. As peças têm função protetora e incluem pontos de ancoragem dianteiros; as laterais do para-choque traseiro servem de degraus para acesso à caçamba.
“autêntico”, “marcante” e “transgressor”
Vista por trás, a Tasman destaca-se pelos plásticos laterais no vidro traseiro, que dão aparência abaulada, e por lanternas pequenas envolvidas por bordas plásticas. A peça plástica no topo da tampa da caçamba atua simultaneamente como spoiler, maçaneta e abriga a câmera de ré. A tampa adota um sistema de alívio de peso que a fabricante define como o melhor do segmento, facilitando abertura e fechamento sem exigir esforço excessivo. Protetor de caçamba e capota marítima são oferecidos como acessórios. A capacidade de carga declarada é de 1.007 kg.
A Tasman não pretende ser um carro de passeio: a altura livre do solo é de 34,3 cm, o que torna o estribo lateral elétrico um acessório bastante recomendável. Esse conjunto proporciona ângulo de ataque de 28,9° e ângulo de saída de 25°, números favoráveis para uma picape com 5,41 m de comprimento e 3,27 m de entre-eixos — é 4 cm maior que uma Ford Ranger, que tem a mesma distância entre eixos. A capacidade de imersão chega a 95 cm, superior à de alguns SUVs utilitários, sem necessidade de snorkel.
O segredo para a capacidade de travessia está na tomada de ar do motor 2.2 turbo diesel posicionada em ponto elevado, assim como o módulo eletrônico. O motor Smartstream, conhecido do Sorento, entrega na Tasman 210 cv e 45 kgfm, com gestão feita pelo câmbio automático de oito marchas. O sistema de tração é 4×4 com modo automático de funcionamento, além de opções 4×4 tradicional e reduzida.
Internamente, a cabine equilibra funcionalidade e acabamento. O banco traseiro é amplo e elevado; o túnel central é baixo e há saídas de ar dedicadas para os ocupantes traseiros. O banco traseiro pode ser levantado, revelando um compartimento de armazenamento sob o assento, solução semelhante a outras picapes do segmento. Na frente, reaparece o conceito das três telas integradas: quadro de instrumentos de 12,3″, tela de controle do ar-condicionado de 5″ em cristal líquido e central multimídia de 12,3″ já vista em modelos recentes da família Kia/Hyundai. Há botões físicos para controle do ar e do som, e um tecido reveste a faixa.
O modelo combina uma proposta estética deliberadamente divergente com soluções técnicas voltadas para utilidade e conforto, mantendo a oferta inicial concentrada na versão GL a R$ 249.990 e a chegada de versões mais equipadas prevista para o futuro.














