Em julho, a Toyota vendeu 912.683 unidades, queda de 5,3% ante 2025; a produção caiu 1,4%, para 934.953. O maior impacto veio da China, com recuo de 24,3% frente a rivais locais em EVs.
A maior montadora do mundo emendou o sexto mês seguido de queda nas vendas globais. Em julho, a Toyota comercializou 912.683 veículos, número que inclui a subsidiária Daihatsu, uma retração de 5,3% na comparação com o mesmo mês de 2025. A produção recuou 1,4%, para 934.953 unidades.
A pressão mais intensa veio da China, onde as vendas das marcas Toyota e Lexus caíram 24,3% — o sexto mês consecutivo de queda. O recuo foi atribuído à competição acirrada das fabricantes locais, que vêm oferecendo veículos elétricos com forte integração de software a preços agressivos. Em contraste com a expectativa de impulso aos modelos eletrificados, a alta da gasolina reduziu a procura tanto por veículos a combustão quanto por híbridos no mercado chinês, segundo a Toyota.
O Oriente Médio apresentou a pior performance regional, com tombo de 44,5%. O conflito envolvendo Estados Unidos, Arábia Saudita e Irã desorganizou rotas de navegação e pressionou o preço do petróleo, afetando fluxos logísticos. Como referência de impacto, a Toyota exporta entre 500 mil e 600 mil veículos por ano para a região e estima que pouco menos da metade desse volume foi atingida pelas interrupções logísticas.
Nos Estados Unidos, maior mercado da montadora, a queda foi de 0,8%. Já no Japão houve alta de 11%, com 150.097 unidades da marca Toyota vendidas, puxadas por lançamentos como o novo RAV4, o bZ4X e o Land Cruiser FJ. No acumulado de janeiro a julho, o grupo somou 6.275.281 veículos, volume 2,6% menor que no mesmo período de 2025.
O avanço da eletrificação foi o principal ponto positivo nos sete primeiros meses do ano: Toyota e Lexus venderam 3.180.993 veículos eletrificados, alta de quase 10% e equivalente a mais de 54% de tudo o que a empresa entregou. Os híbridos convencionais responderam por 2.731.214 unidades, avanço de 5,1%, enquanto os 100% elétricos somaram 230.163, um salto de 130%.
A projeção da companhia, apresentada por Takanori Azuma, diretor de contabilidade, é fechar 2026 com mais de 5 milhões de híbridos vendidos no mundo, marca inédita. Para dar conta dessa demanda projetada, a fabricante prepara uma nova geração de baterias e converte linhas no Japão com capacidade aproximada para 600 mil veículos por ano.
As rivais japonesas registraram desempenhos distintos em julho. A Nissan vendeu 219.495 veículos, queda de 16,5%, com produção 16% menor. A Honda fechou o mês com alta de 3,4% nas vendas globais, totalizando 289.142 unidades, impulsionada por avanço de 13% nos Estados Unidos — mas também registrou queda de 44% na China e recuo de 3,3% na produção mundial.
O conjunto de indicadores mostra um mês de desafios logísticos e de competitividade em mercados-chave, compensado parcialmente pelo impulso dos modelos eletrificados e por lançamentos que mantiveram o desempenho doméstico no Japão.





