Apresentado na China, o novo SUV elétrico traz extensor e anuncia 1.705 km de autonomia. Tem teto elevatório que vira quarto, geladeira, 12 airbags e bateria Dragonscale 76 kWh com cobertura anti-incêndio e flutuação.
A Xiaomi lançou na China o SkyNomad N90 Max, um SUV de sete lugares que mistura arquitetura elétrica e soluções de aventura, com preço equivalente a R$ 205.100. O modelo foi apresentado com um extensor de autonomia e uma cifra de vitrine que chama atenção: 1.705 km de autonomia combinada. No entanto, a ficha técnica traz itens e promessas incomuns, como capacidade de flutuação, teto elevatório que se transforma em quarto e cobertura especial em caso de incêndio da bateria.
A bateria de 76 kWh estreia com a identificação Dragonscale (“escama de dragão”), desenvolvida em parceria com as fabricantes CALB e Sunwoda. A marca ofereceu garantia vitalícia específica contra combustão espontânea: em caso de incêndio por defeito de fabricação, a Xiaomi prometeu substituir o veículo por outro novo, do mesmo modelo e versão, sem descontos por depreciação ou quilometragem. Para incêndios resultantes de colisão, a empresa afirmou que cobriria a diferença entre a indenização do seguro e o valor de mercado do carro antes do acidente. A cobertura foi condicionada ao primeiro proprietário, uso particular, manutenção na rede oficial e assinatura de serviços conectados ativa.
Com 5,28 m de comprimento e 3,08 m de entre-eixos, o N90 Max teve como destaque uma tomada de ar integrada ao capô que permitiu atravessar até 75 cm de água e, segundo a Xiaomi, boiar em situação de emergência. A versão Explorer Edition, com preço aproximado de R$ 227.900, adicionou um teto elevatório elétrico instalado de fábrica que cria um quarto sobre o carro.
O interior foi descrito com bancos na configuração 2+2+3, com 11 arranjos e até 1.831 litros de capacidade de carga. O console central correu sobre trilhos e incorporou uma geladeira de compressor de 9 litros. Os faróis, batizados de Libélula, tiveram alcance de 624 metros no facho alto e abertura de 180° no facho baixo. As rodas foram de 21″ com pneus escalonados; a carroceria incluiu uma gaiola de aço de 2.200 MPa, 12 airbags e coeficiente aerodinâmico de 0,255.
Na parte mecânica, o projeto combinou um motor 1.5 turbo de 152 cv que atuou apenas como gerador (sem tracionar as rodas) e dois motores elétricos que renderam 422 cv combinados, com sistema de tração integral. A aceleração foi declarada em 5,9 segundos de 0 a 100 km/h. O N90 Max trouxe suspensão pneumática de série com cinco níveis de ajuste e autonomia com bateria declarada em 464 km pelo ciclo chinês CLTC. A recarga rápida prometeu devolver 285 km em 15 minutos, e o consumo com a bateria esgotada foi informado em 16 km/l.
A marca ressaltou que os 1.705 km demandaram contexto: o ciclo CLTC costuma ser mais otimista que padrões europeu e americano. Em um teste divulgado pela própria fabricante, com quatro ocupantes, ar-condicionado a 24 °C e velocidade média de 104 km/h, o veículo percorreu de Xangai a Pequim e registrou 1.230 km entre os abastecimentos. O modelo foi posicionado para competir com Li Auto L9 e Aito M9 e, por ora, não teve previsão de chegada ao mercado brasileiro.







