Revelado em 2018 e importado como modelo 2020, o Jimny Sierra é um 4×4 compacto (3,64 m) para quem quer agilidade e robustez na trilha e na cidade. Tem chassi separado, caixa de transferência e eixos rígidos.
Revelado no Salão do Automóvel de 2018, o Jimny Sierra começou a ser importado do Japão no final de 2019 (já como modelo 2020). Com 3,64 m de comprimento, 1,64 m de largura e 2,25 m entre-eixos, o jipinho consolidou-se como o 4×4 “raiz” mais acessível do mercado, projetado para quem roda sozinho e precisa de um fora de estrada compacto, ágil, robusto e eficiente no trânsito urbano.
A receita de projeto é simples: chassi reforçado separado da carroceria, tração 4×4 com caixa de transferência (parcial, não integral) e eixos rígidos. O modelo trouxe novidades para a categoria, como opção de câmbio automático e itens de conforto e segurança que o aproximaram do uso urbano: central multimídia, controle de estabilidade (ESP) e controle de descida em declives (HDC).
A praticidade é uma das virtudes do Jimny Sierra, mas com concessões claras: o interior tem espaço adequado para duas pessoas e não tem vocação familiar. Em relação à geração anterior, o espaço no banco traseiro melhorou, ao passo que o porta-malas foi reduzido de 113 para 85 litros.
Sob o capô, o motor K15B 1.5 a gasolina, totalmente em alumínio, traz duplo comando de válvulas acionado por corrente com variação no comando de admissão. A potência declarada é de 108 cv a 6.000 rpm e o torque de 14,1 kgfm a 4.000 rpm. São números modestos, mas suficientes para mover 1.135 kg e levar o conjunto de 0 a 100 km/h em 15 segundos. O consumo é razoável: 12,3 km/l na cidade e cerca de 12,9 km/l na estrada.
Na gama de versões, o câmbio automático era o único opcional da versão de entrada 4You, o que direcionou a preferência do mercado para a 4Style, com ar-condicionado digital, rodas aro 16, faróis e lanternas em LED, bancos com detalhes em couro, capa rígida para o estepe, teto em black piano e aerofólio. Em 2023, a 4Sport foi oferecida sobre a base da 4You, incorporando snorkel, pneus Pirelli Scorpion, rodas pretas, bagageiro de teto, proteção inferior e ganchos de ancoragem. No ano seguinte surgiu a versão 4Expedition, com escada traseira para o bagageiro e suspensão elevada em cerca de 2 polegadas, melhorando o vão livre e os ângulos de ataque e saída.
O Jimny Sierra deixou de ser importado devido à impossibilidade de atender aos limites de emissões do Proconve L8, fato que valorizou os exemplares seminovos. A simplicidade do projeto facilita manutenção por oficinas independentes, mas a falta de peças em pronta entrega também alimentou um mercado paralelo de reposição.
Onde o bicho pega
- Cabeçote: O motor K15B requer verificação periódica da folga das válvulas, que devem ser ajustadas a cada três anos ou 45.000 km.
- Embreagem: Como o torque máximo surge a 4.000 rpm, é comum desgaste acentuado em uso off-road, sobretudo quando há atuação do diferencial autoblocante.
- Tração 4×4: Falhas podem ser causadas por danos nas linhas pneumáticas, válvulas solenóides ou retentores dos cubos de roda.
- Direção: Pode apresentar vibração e trepidação do volante entre 40-50 km/h ou 60-70 km/h, provocadas por desgaste dos rolamentos do pino mestre, buchas, amortecedor de direção solto ou pneus desbalanceados.
- Suspensão: Muitos exemplares receberam kits de elevação, o que torna a direção vaga e imprecisa devido à alteração do ângulo de cáster; é importante testar o veículo para verificar se correções foram executadas corretamente.
A voz do dono
- Nome: Ulisses Moreira de Souza
- Idade: 38 anos
- Profissão: Auditor fiscal
- Cidade: Cuiabá (MT)
“O visual é coerente com sua capacidade fora de estrada: é robusto e valente sem abrir mão de comodidades como ar-condicionado, câmbio automático, multimídia e auxílios eletrônicos de tração e estabilidade.”
“É um jipe adequado a solteiros ou casais sem filhos: o bagageiro de teto é obrigatório quando os bancos traseiros estão ocupados. Falta torque nas trilhas e potência na estrada: um motor de 2 litros seria ideal.”













