Apresentado em 9 de setembro na loja-conceito de Milão, o Sketch Body converte capôs e painéis em peças emolduradas a partir de componentes reais. Os traços acompanham curvas, relevos e a luz.
A Ferrari decidiu pendurar na parede o que costuma andar sobre rodas ao apresentar o Sketch Body, projeto que transforma capôs e painéis dorsais de seus esportivos de rua em peças de arte emolduradas. O lançamento ocorreu em 9 de setembro, na loja-conceito da fabricante em Milão.
Cada peça parte de um componente real, retirado de sua função original e convertido no que a empresa descreve como uma tela tridimensional. Os desenhos não ficam em uma superfície plana: acompanham as curvas do painel e se deformam conforme o volume da peça, o relevo das tomadas de ar e a incidência da luz, reforçando a leitura do traço sobre a matéria metálica.
Modelos retratados
- 12Cilindri
- Purosangue
- Daytona SP3
- F80
A galeria oficial reúne trabalhos baseados nesses quatro modelos, seguindo a ideia de levar o esboço original de design de volta à superfície final. A iniciativa retoma a relação entre prancheta e chapa: enquanto a 812 Competizione Tailor Made registrou traços de esboço por toda a carroceria de um exemplar único, o Sketch Body inverte o percurso e devolve ao painel acabado o rabisco que deu origem a ele.
Segundo Manzoni, chefe de design da marca, há mais de 15 anos à frente do Ferrari Design, a superfície se converte em espaço narrativo, no qual a linha se insere e se expande em diálogo com a luz e a matéria. O projeto parte de esboços iniciais feitos à mão, quando ainda se admite mudanças de proporção, antes que exigências técnicas e restrições de produção limitem as possibilidades.
Histórico e itens da linha Collectibles
- Components
- Red Pieces
- Drivers’ Pieces
O Sketch Body é o capítulo mais recente da linha Collectibles, que até então estava concentrada no automobilismo. Entre os itens já comercializados pela linha estão um disco de freio da SF1000 pilotada por Charles Leclerc na temporada de 2020 e o eixo de distribuição do V10 usado por Rubens Barrichello nos Grandes Prêmios de Indianápolis e da França de 2005, que foi anunciado na loja oficial por cerca de R$ 57,5 mil (US$ 11.220).
A novidade desloca esse acervo do universo das pistas para o trabalho do departamento de design e para os carros de rua, entrelaçando patrimônio de competição e produção de estrada. A Ferrari não divulgou preço, número de exemplares nem o canal pelo qual as peças serão vendidas.
O projeto reforça a dimensão estética do objeto automotivo, transformando componentes funcionais em peças de exibição que preservam as características geométricas e o diálogo com a luz que são parte do processo de desenho automotivo.







