Próxima geração do modelo terá opções a combustão, HEV, PHEV e estreia BEV. Plataforma revisada (base TNGA-C) será adaptada para suportar todas as configurações; vendas globais chegam como linha 2028.
O Corolla, apontado como o carro mais vendido da história, terá eletrificação completa na sua próxima geração, que manterá opções a combustão, híbridas e estreia uma variante elétrica. Novas informações indicam que o sedã ganhará não apenas uma versão híbrida plug-in (PHEV), mas também um modelo 100% elétrico, com chegada às lojas globais prevista como linha 2028.
A arquitetura do modelo será reformulada a partir da atual plataforma TNGA-C, porém modificada para suportar múltiplas configurações: motor a combustão, híbrido pleno (HEV), híbrido plug-in (PHEV) e elétrico a bateria (BEV). Essa flexibilidade estrutural busca acomodar demandas de mercados diversos sem sacrificar a eficiência ou a competitividade do produto.
A ofensiva de produto responde a dois vetores de mercado: a concorrência tradicional com o Honda Civic e a pressão crescente de sedãs eletrificados de origem chinesa, que avançam rapidamente em mercados estratégicos, incluindo o Brasil. A estratégia prevê manter motores térmicos onde houver demanda, enquanto as variantes eletrificadas servirão para blindar o segmento e preservar o volume de vendas da marca.
Na mecânica das versões híbridas convencionais, a engenharia está desenvolvendo um novo conjunto que substituirá o atual motor 1.8 por um inédito 1.5 quatro cilindros, acoplado a um propulsor elétrico revisado. A potência combinada deverá ficar na casa dos 136 cv, com 41 cv provenientes da parte elétrica. A estimativa aponta ganho de eficiência de até 20% em relação ao sistema atual. Além disso, existe a possibilidade de adoção de tração integral em determinados mercados por meio de um segundo motor elétrico no eixo traseiro.
O Corolla PHEV será um dos destaques dessa transição, prometendo autonomia puramente elétrica de 96 km, o que permitiria a grande maioria dos deslocamentos urbanos diários sem acionamento do motor a combustão. Já a versão elétrica terá configuração com um ou dois motores, opção de tração integral e autonomia projetada de pelo menos 400 km, mirando consumidores que buscam veículos elétricos abaixo da faixa de preço do Tesla Model 3.
O acabamento estético também sofrerá ruptura com o passado: o visual será fortemente inspirado no Corolla Concept exibido no Japan Mobility Show, adotando recortes mais angulosos, iluminação em LED mais estreita e uma silhueta com apelo mais esportivo em relação ao design conservador atual.
Estima-se que, nos Estados Unidos, a versão a combustão terá preço inicial em torno de US$ 25.000 (R$ 135.000 em conversão direta), o híbrido pleno por volta de US$ 27.000 (R$ 145.800) e as opções PHEV e elétrica deverão ficar na faixa de US$ 30.000 (R$ 162.000). A combinação de novos motores, maior eletrificação e reposicionamento de preço será determinante para a capacidade do modelo de manter sua participação no mercado global.








