O QQ retorna como QQ3: hatch elétrico maior, com proposta tecnológica atual. Fabricado ao lado dos iCAUR V23/V25/V27 na China, ainda sem data confirmada para o Brasil.
O nome QQ volta a circular nas linhas de montagem e no portfólio da Chery, agora como QQ3: um hatch elétrico de dimensões ampliadas e proposta tecnológica moderna. O histórico do QQ no Brasil, marcado por preço atraente e qualidade criticada no início dos anos 2010, é apresentado como pano de fundo para a reinvenção do modelo em formato completamente renovado.
Na China, QQ funciona como marca dedicada a modelos eletrificados compactos, e o QQ3 tem surgido nas instalações produtivas ao lado de modelos da iCAUR, como o V23, V25 e V27. Por ora, não há nenhuma confirmação de sua estreia no Brasil, mas o veículo esteve exposto na linha de montagem de Wuhu, o que chamou atenção da imprensa e de concessionários que visitaram a fábrica. De acordo com a Chery, o QQ3 estava perfilado junto aos demais porque é montado na mesma planta que os SUVs da iCAUR; a empresa também admite que a exposição teve caráter de teste para avaliar reação do mercado.
O QQ3 apresenta dimensões que o colocam bem acima do antigo compacto: 4,19 m de comprimento e 2,70 m de distância entre-eixos, exatamente a mesma relação de vãos do V23. O estilo adota sinais visuais diretamente inspirados no EX2, com entalhes na coluna C que lembram o campeão de vendas no mercado chinês.
Em termos de propulsão, o modelo é equipado com motor de 122 cv e bateria de 41,2 kWh. Segundo a Chery, a autonomia é de 420 km no ciclo chinês. Em estações de carregamento em corrente contínua, o sistema permite recuperar de 30% a 80% da carga em menos de 17 minutos, números que colocam o QQ3 em patamar competitivo dentro da sua categoria.
O interior resgata uma percepção de qualidade superior ao do QQ original: acabamento elogiado, bom aproveitamento de espaço e adoção de layout centrado em telas. Entre os equipamentos mencionados estão quadro de instrumentos digital, central multimídia com tela de grandes dimensões e assistentes de condução. Esses atributos convergem com a tendência dos fabricantes chineses de priorizar eletrificação e tecnologia embarcada em produtos de volume.
Se a Chery decidir comercializar o QQ3 no Brasil, o modelo teria potencial para disputar a base do segmento elétrico contra concorrentes como BYD Dolphin e Dolphin Mini, Geely EX2 e GAC Aion UT. Também foi levantada a hipótese de que, para evitar associação ao legado do QQ original no país, a marca poderia optar por uma nova nomenclatura caso o veículo seja lançado por aqui.







