Placa preta aumenta o valor de carros antigos em 20% a 30% e reconhece o veículo como peça de coleção. Em SP foram 12.360 pedidos até setembro (alta de 47,4%); o Detran-SP reúne os serviços para regularização.
Ter um carro com placa preta valoriza o modelo comercialmente entre 20% e 30% e confere ao veículo reconhecimento como item de coleção. No estado de São Paulo, a frota de veículos de coleção passa de 85.000 unidades. Neste ano, até o fim de setembro, foram 12.360 pedidos de regularização, o que representa um aumento de 47,4% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Detran-SP.
Para proprietários de automóveis paulistas, o Detran-SP mantém uma página dedicada a veículos antigos que centraliza os serviços mais procurados por colecionadores: a regularização de veículos com placa amarela e a obtenção da placa preta. A regularização pode ser realizada na transferência de propriedade ou na emissão de um novo Certificado de Registro do Veículo (CRV).
O critério técnico para que um carro tenha direito à placa preta inclui que o veículo tenha sido fabricado há 30 anos, possua valor histórico próprio e apresente características de conservação e originalidade conforme os critérios da Resolução CONTRAN nº 957/2022. Além disso, o veículo precisa estar em condições de circulação em via pública e ter o Certificado de Veículo de Coleção (CVCOL), expedido por entidade credenciada pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
Caso a placa do automóvel ainda seja do padrão antigo — conhecida como placa amarela, usada entre a década de 1970 e o início dos anos 2000 — o modelo deverá ser regularizado por meio da página do Detran-SP, onde é possível solicitar a atualização para o padrão Mercosul.
Para obter o CVCOL, o proprietário deverá procurar um clube de veículos antigos credenciado pela Senatran e checar as condições de filiação. Cada clube define suas próprias taxas de inscrição e anuidade. Após a filiação, o clube avaliará o carro, considerando aspectos como autenticidade das peças, estado de conservação, mecânica, parte elétrica e interior.
No caso de carros modificados — por exemplo, alterações de suspensão, cor ou rodas — o proprietário deverá acessar o portal do Detran-SP e solicitar autorização prévia para realização de inspeção veicular em Instituição Técnica Licenciada (ITL).
Com o veículo no padrão exigido, o Detran-SP analisará a documentação apresentada e, caso todos os requisitos sejam atendidos, realizará a atualização cadastral, alterando a espécie do veículo para “coleção”. Após a regularização, será emitido o documento do veículo com a espécie “Coleção”, o que permitirá ao proprietário solicitar o emplacamento com a placa preta no padrão Mercosul.
Para o emplacamento, o proprietário deverá se dirigir a uma empresa estampadora de placas credenciada para solicitar a confecção das placas no padrão Mercosul e pagar o serviço diretamente à empresa.
Custos
- R$ 469,91 – Taxa de emissão de nova via do CRV quando o licenciamento do ano em curso não tiver sido realizado.
- R$ 295,83 – Taxa de emissão de nova via do CRV quando o licenciamento do ano em curso já tiver sido realizado.
- Valor definido pela ITL – Laudo de Instituição Técnica Licenciada (quando a modificação exigir inspeção técnica); pagamento direto à ITL.
- R$ 211,31 – Laudo de vistoria veicular (Vistoria de Segurança Veicular, ECV).
- Valor cobrado pela estampadora – Placas de Identificação Veicular (PIV) no padrão Mercosul; cobrança direta pela empresa estampadora credenciada.
Os valores de inspeções e serviços técnicos não são fixados pelo Detran-SP; eles são definidos pelas empresas e instituições credenciadas responsáveis pelos respectivos serviços. A regularização envolve, além das taxas do Detran-SP, eventuais custos com laudos e vistorias necessárias ao processo.







