A Leapmotor, fabricante chinesa de veículos totalmente elétricos, inicia as operações no Brasil em novembro. A marca atuará por meio de 34 concessionárias e utilizará o centro de distribuição de Betim (MG), já operado por outras empresas do grupo Stellantis.
Fundada há apenas dez anos, a empresa passa a integrar o portfólio internacional da Stellantis, que detém 51% de suas ações desde 2024. Pelo acordo, a gigante automotiva será responsável pela comercialização dos modelos da Leapmotor fora da China.
Primeiro lançamento: SUV elétrico C10
O C10 será o primeiro veículo da marca no mercado brasileiro. O utilitário esportivo de porte médio mede dimensões próximas às do Jeep Commander e adota design minimalista, com maçanetas embutidas e rodas de desenho aberto.
A versão totalmente elétrica entrega 231 cv e 32,6 kgfm de torque. Haverá ainda uma configuração com sistema REEV, que utiliza um motor 1.5 a gasolina apenas como gerador para ampliar a autonomia; o propulsor não traciona as rodas.
Internamente, o C10 dispõe de central multimídia flutuante de 14,6 pol e volante com seletores giratórios. O modelo traz 12 sensores ultrassônicos, cinco radares de ondas e dez câmeras para recursos de condução semiautônoma.
B10 chega em seguida
Após o C10, o SUV médio B10 está confirmado para o Brasil nas próximas semanas. O motor elétrico entrega 218 cv e 24,5 kgfm. O modelo oferecerá baterias de 56,2 kWh ou 67,1 kWh, com autonomia declarada de até 380 km e 460 km no ciclo europeu — aproximadamente 270 km e 330 km pelo padrão do Inmetro.
A cabine repete a central de 14,6 pol, agora montada sobre painel perfurado que permite acoplar acessórios. O sistema multimídia é comandado pelo chip Snapdragon SA8155P, capaz de processar conteúdo 4K em até três telas e compatível com Android Automotive.
Entre os assistentes ao motorista, o B10 inclui freio automático de emergência, manutenção em faixa e piloto automático adaptativo auxiliado por sensor LiDAR.
Com a estreia, a Leapmotor passa a disputar o segmento de elétricos nacionais com concorrentes como BYD e GWM, mantendo foco exclusivo em veículos a bateria ou com extensor de autonomia.
Com informações de g1





