O diretor da Ferrari na Fórmula 1, Fred Vasseur, esclareceu o motivo pelo qual Charles Leclerc e Lewis Hamilton permaneceram na pista sem parar durante o período de safety car virtual no Grande Prêmio da Austrália, realizado em Melbourne. A decisão estratégica acabou custando a vitória da escuderia italiana, que acabou superada pela Mercedes.
Segundo Vasseur, a equipe considerou manter os dois carros na pista como a melhor alternativa para preservar a posição de liderança enquanto o safety car virtual estava acionado. “A ideia principal era proteger a frente do pelotão e tirar proveito da redução de velocidade para ganhar tempo em relação a quem precisasse fazer a troca de pneus”, explicou o dirigente.
O incidente que acionou o safety car virtual ocorreu na 14ª volta, quando um dos competidores abandonou a corrida por problemas mecânicos. Com a pista neutralizada, o tempo de parada nos boxes diminui consideravelmente, o que normalmente beneficia quem opta pela troca de pneus. Ainda assim, a Ferrari avaliou que manter Leclerc e Hamilton na pista ofereceria maior controle das posições de liderança.
Mesmo com o cálculo feito pela equipe, a estratégia não se confirmou. Assim que a corrida foi reiniciada, os pilotos que haviam parado ultrapassaram as Ferrari pressionadas pelos compostos mais novos, e a equipe italiana perdeu a colocação para a Mercedes. Lewis Hamilton, que também ficou na pista, acabou levando a melhor ao cruzar a linha de chegada em primeiro lugar.
“Em retrospecto, vimos que o desempenho dos pneus mais frescos superou a manutenção de pista limpa. Foi um aprendizado importante para as próximas corridas, pois precisamos ajustar a nossa resposta à neutralização virtual”, reconheceu Vasseur.
Com a derrota inesperada na Austrália, a Ferrari busca revisar seus protocolos de decisão em situações de safety car virtual, de modo a equilibrar risco e benefício nas próximas etapas do campeonato.
Fonte: MotorSport





