Gestão de energia insuficiente compromete partida de vários concorrentes em Melbourne
Durante a largada do Grande Prêmio da Austrália, disputado neste domingo (24) em Melbourne, um número expressivo de pilotos teve o desempenho afetado por problemas no sistema de recuperação de energia (ERS). A dificuldade foi atribuída principalmente ao baixo nível de carga das baterias antes do início oficial da prova, depois que as equipes relataram ritmo de recarga aquém do necessário na volta de formação.
Quem mais sentiu o impacto foi Lando Norris, da McLaren, que chegou a pedir orientação à sua equipe sobre a ativação dos modos de regeneração de energia. Carlos Sainz (Ferrari), Kevin Magnussen (Haas), Esteban Ocon (Alpine), Lance Stroll (Aston Martin) e Pierre Gasly (Alpine) também demonstraram preocupação com a insuficiência de energia armazenada.
O circuito de Albert Park, com 5,278 km por volta, é mais longo que a média da temporada, o que exigiu maior consumo de ERS durante a volta de aquecimento. Além disso, as altas temperaturas ambiente e o uso intensivo do motor a combustão no programa de aquecimento dos pneus contribuíram para reduzir a capacidade de recarga por meio do MGU-H e do MGU-K. Com isso, diversos carros chegaram ao grid com indicadores mostrando menos de 40% de energia disponível.
Algumas escuderias apontaram que a mudança no procedimento de pré-largada, que incluiu uma parada mais longa no grid antes de acender o semáforo, acabou acelerando o consumo de bateria. Na expectativa de manter os pneus na janela ideal de temperatura, os pilotos priorizaram o giro do motor e alimentaram menos o sistema elétrico, prejudicando o retorno de energia.
O resultado foi a necessidade de ajustes de última hora no mapa de motor para garantir potência mínima e permitir a largada. Em casos extremos, como o de Sainz e Magnussen, a saída foi realizada pelo pit lane, penalizando suas posições originais de classificação. Após a corrida, engenheiros das equipes prometeram revisar a estratégia de carga para as próximas etapas.
Com a prova em Melbourne, a F1 expõe novamente o desafio que equipes e pilotos enfrentam na gestão de sistemas híbridos cada vez mais complexos, tema que ganhará novas dimensões com os carros de 2026.
Fonte: MotorSport





