A Mercedes iniciou uma apuração interna após uma série de contratempos que quase eliminaram George Russell da sessão de classificação para o Grande Prêmio da China de Fórmula 1, realizada neste sábado (data conforme calendário oficial da prova). O britânico enfrentou dois incidentes consecutivos: primeiro, a quebra da asa dianteira durante o Q2; em seguida, uma parada momentânea na pista, na curva 5, já no Q3.
Russell ganhou destaque no início do dia ao vencer a corrida sprint, largando da pole position, mas o cenário mudou horas depois. No Q2, a asa dianteira do carro número 63 se partiu, obrigando o piloto a retornar aos boxes para troca do componente. O reparo permitiu que o britânico retornasse à pista e avançasse ao Q3, porém, já na fase decisiva da tomada de tempos, o W15 permaneceu parado por alguns segundos na saída da curva 5, provocando um breve acionamento de bandeiras amarelas no setor.
Equipe busca causa da falha
De acordo com a escuderia alemã, a investigação concentra-se na origem da quebra aerodinâmica e no motivo da interrupção do carro em plena volta rápida. Técnicos revisam dados de telemetria e componentes desmontados na garagem para determinar se os fatos estão relacionados ou se tratam de incidentes independentes.
Apesar dos problemas, Russell conseguiu registrar tempo suficiente para permanecer entre os dez primeiros. O resultado alivia a equipe, que teme consequências maiores em um circuito como o de Xangai, conhecido por longas retas e curvas de raio aberto que exigem equilíbrio aerodinâmico.
Sprint perfeita, qualificação turbulenta
O contraste entre a corrida curta e a classificação chamou a atenção no paddock. Pela manhã, o britânico dominou o sprint sem reportar falhas mecânicas. Horas depois, a Mercedes enfrentou urgência dupla: substituir a asa em minutos e inspecionar o sistema que desligou brevemente o carro. Qualquer atraso maior poderia ter deixado o piloto fora da última parte da sessão.
Em nota, a equipe confirmou que divulgará detalhes técnicos tão logo conclua a análise. Até lá, mecânicos e engenheiros seguem trabalhando para assegurar que o monoposto esteja em condições ideais para a corrida principal do domingo.
Russell, por sua vez, declarou à imprensa no circuito que a prioridade é “garantir que nada semelhante se repita” e que permanece confiante no ritmo exibido mais cedo. O britânico reforçou que a estrutura da equipe foi essencial para recolocá-lo na pista a tempo, evitando um revés maior no fim de semana.
Com o grid definido e as atenções voltadas para a confiabilidade do W15, a Mercedes terá poucas horas para completar verificações e validar ajustes, tentando transformar o bom desempenho do sprint em pontos importantes na prova decisiva.
Fonte: MotorSport





