A segunda etapa da temporada 2026 da MotoGP, marcada para o Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, já provoca expectativa elevada nos bastidores do campeonato. O motivo principal é a avaliação feita pelo chefe da Michelin responsável pelo fornecimento oficial de pneus da categoria. Segundo o dirigente, o circuito goiano é “a pista que mais exige dos pneus” entre todas as que compõem o calendário.
O retorno do Brasil ao Mundial de Motovelocidade, após um intervalo superior a duas décadas, acontecerá justamente em um traçado que recebeu a categoria pela última vez no fim dos anos 1980. De lá para cá, o autódromo passou por um processo completo de modernização, abrangendo novo asfalto, redesenho de zebras, ampliação de áreas de escape e adaptações de segurança que atendem às normas atuais da Federação Internacional de Motociclismo (FIM).
Responsável por calibrar a oferta de compostos para cada Grande Prêmio, o representante da Michelin destacou que a combinação de trechos de alta velocidade, curvas longas e fortes frenagens de Goiânia torna o trabalho dos pneus especialmente desafiador. Embora a fabricante já disponha de um banco histórico de dados extenso sobre outras praças do campeonato, a etapa brasileira exigirá métricas inéditas de pressão, temperatura e desgaste para garantir desempenho competitivo e segurança aos pilotos.
A etapa goiana será disputada no início do calendário, servindo como segundo compromisso oficial do campeonato de 2026. A escolha do autódromo reforça a estratégia da organização de expandir a presença da MotoGP na América do Sul, região que volta a receber uma prova depois de longa ausência. Para as equipes, os testes de pré-temporada deverão ganhar importância extra, uma vez que os times terão de definir, em conjunto com a Michelin, o melhor pacote de borracha para as particularidades locais.
Além da atenção especial aos pneus, a prova brasileira também será observada de perto por dirigentes do esporte, já que o país desponta como mercado estratégico para fabricantes e patrocinadores. A preparação do evento envolve autoridades municipais, estaduais e a Dorna Sports, detentora dos direitos comerciais da MotoGP, que trabalham para adaptar estruturas de paddock, boxes e arquibancadas à expectativa de público internacional.
Diante desse cenário, a declaração do chefe da Michelin adiciona um elemento técnico relevante à volta do Mundial ao Brasil, salientando que Goiânia pode se transformar em um dos pontos-chave da temporada tanto para o desenvolvimento dos pneus quanto para a definição dos resultados esportivos.
Fonte: MotorSport





