A Fórmula 1 desembarca em Suzuka para a terceira etapa da temporada 2026 cercada por novas controvérsias. Depois do debate sobre a taxa de compressão dos motores Mercedes, a equipe comandada por Toto Wolff pode mais uma vez ter de se explicar às autoridades esportivas. As dúvidas a respeito da legalidade do propulsor ganharam força nos últimos dias e voltam a ofuscar a preparação do time alemão para o Grande Prêmio do Japão, marcado para este fim de semana.
No mesmo ambiente de tensão técnica, outra movimentação nos bastidores também ganhou espaço. A saída de Jonathan Wheatley de uma das estruturas ligadas à Audi, onde estava envolvido no projeto que inclui o brasileiro Gabriel Bortoleto, tornou-se assunto recorrente nos corredores do paddock. A mudança foi tema central da mais recente edição do Podcast Motorsport.com, apresentado por Erick Gabriel e que contou com as participações de Isa Fernandes (@Isamfer_) e Carlos Costa (@ocarlos_costa).
Motor Mercedes em pauta novamente
De acordo com a discussão no programa, a federação analisa se a Mercedes respeitou o limite de compressão estabelecido pelo regulamento para 2026. A questão, levantada ainda na fase de pré-temporada, teria voltado à mesa de comissários após rivais questionarem dados coletados durante as duas primeiras corridas do ano. Caso seja constatada alguma irregularidade, o time de Brackley poderá enfrentar sanções ou, no mínimo, ser obrigado a realizar ajustes antes da sequência do campeonato.
Reviravolta na Audi e impacto sobre Bortoleto
Enquanto isso, a Audi lida com a mudança de comando que resultou na saída de Wheatley. No podcast, os comentaristas apontaram que divergências internas teriam pesado para a decisão. O profissional, conhecido por sua experiência em questões operacionais, havia sido peça-chave no desenvolvimento da equipe ligada ao piloto brasileiro. Agora, a incerteza sobre quem assumirá suas funções gera dúvidas sobre a continuidade do projeto.
“Broncas” de Max também entram na conversa
A edição do programa ainda citou as reclamações recentes de Max, tema recorrente nas entrevistas do tricampeão mundial. Embora não tenham sido detalhadas, as observações do holandês reforçam o clima de cobrança sobre equipes e dirigentes neste início de campeonato.
Com tantas frentes de discussão — desde possíveis infrações técnicas até trocas de dirigentes —, a atmosfera em Suzuka promete ser agitada. A primeira sessão de treinos livres está prevista para a madrugada de sexta-feira (horário de Brasília), quando as equipes terão a chance de colocar seus carros na pista e, talvez, oferecer respostas às dúvidas que pairam sobre a competição.
Fonte: MotorSport





