O Jeep Renegade foi renovado para o ano-modelo 2027 com mudanças externas discretas, interior simplificado e a introdução de um sistema híbrido leve, em tentativa de frear a queda nas vendas. O g1 avaliou o modelo em Itupeva (SP) em uma sessão de testes para verificar se as alterações são suficientes para recuperar espaço diante de concorrentes nacionais e importados.
O que mudou: a dianteira do utilitário recebeu alterações no para-choque e na grade que se destacam mais durante o dia, mas a carroceria continua muito semelhante à geração anterior, tornando as diferenças difíceis de perceber à noite. No interior, as mudanças são mais perceptíveis: a central multimídia cresceu duas polegadas e agora tem 10,1 polegadas, posicionada mais próxima da linha de visão. O console central foi elevado (antes na altura da canela, agora próximo ao joelho), e o painel ganhou acabamento mais liso com a remoção da alça frontal, seguindo a tendência minimalista adotada por outras marcas.
Motorização: a principal novidade mecânica é o sistema híbrido leve aplicado ao conjunto com motor 1.3 turbo de 176 cv e torque de 27,5 kgfm. O sistema elétrico não traciona as rodas e adiciona até 15 cv ao conjunto, o que deixou a resposta ao acelerador mais rápida — enquanto a versão só a combustão levava entre um e dois segundos para reagir plenamente, a versão eletrificada passa a responder antes de completar um segundo. A Jeep promete redução de consumo de 9%, mas durante o teste não foi possível constatar ganho perceptível de eficiência. O conjunto híbrido tem economia modesta se comparado a híbridos completos como os da Toyota.
Comportamento: o Renegade manteve suspensão firme e direção leve. A regulagem não chegou a incomodar nos trechos avaliados e contribui para a estabilidade do veículo, compensando a maior altura da carroceria em relação a rivais como Volkswagen T‑Cross e Hyundai Creta.
Versões e preços
A linha 2027 passou a contar com quatro versões:
- Altitude – R$ 141.990 (R$ 129.990 para as primeiras 3.000 unidades): central de 10,1″, rodas aro 17, saída de ar traseira, ar-condicionado digital de duas zonas, teto bicolor, chave presencial e painel digital de 7″.
- Longitude – R$ 158.690: inclui motor híbrido, rodas aro 18, bancos em couro, volante em couro, carregador por indução e sensor de estacionamento traseiro.
- Sahara – R$ 175.990: adiciona aplicativo para recursos remotos, Alexa integrada, banco do motorista elétrico, teto solar panorâmico, monitoramento de ponto cego e sensor de estacionamento dianteiro.
- Willys – R$ 189.490: mantida com motor somente a combustão, rodas aro 17, pneus de uso misto e tração 4×4.
A versão de entrada Sport (R$ 118.290) foi descontinuada; com isso, o preço inicial do Renegade subiu para R$ 141.990.
Posicionamento e concorrência: a Jeep já anunciou o Avenger como o modelo de menor custo da marca no Brasil, com produção em Porto Real (RJ) e lançamento em 2026. O Avenger tem 4,08 m de comprimento (contra 4,27 m do Renegade), 1,53 m de altura (1,69 m no Renegade), 1,77 m de largura (1,80 m) e entre-eixos de 2,56 m (2,57 m no Renegade). O Avenger traz motor 1.0 turbo da Stellantis com 130 cv e 25 kgfm, e porta-malas de 380 litros, ante 351 litros do Renegade.
Vendas: lançado em 2015, o Renegade já chegou a figurar entre os SUVs mais vendidos do país, inclusive em primeiro lugar em 2019 e 2021. Desde então sofreu queda nas vendas: em 2025 foram 44.793 emplacamentos — menos da metade das 92.837 unidades do Volkswagen T‑Cross e bem abaixo das 76.156 do Hyundai Creta. Em 2025 a Jeep vendeu apenas 38 unidades a mais que a linha Song da BYD.
Histórico de colocação do Renegade entre SUVs no Brasil: 2015 (2º), 2016 (2º), 2017 (4º), 2018 (5º), 2019 (1º), 2020 (2º), 2021 (1º), 2022 (5º), 2023 (8º), 2024 (6º) e 2025 (11º).
Com informações de G1





