A Ferrari apresentou em 25 de maio de 2026 seu primeiro veículo 100% elétrico, o modelo batizado de Luce. O automóvel, que terá preço de US$ 640 mil (equivalente a cerca de R$ 3,2 milhões), marca a entrada da marca italiana no segmento de carros totalmente elétricos após anos de foco em modelos híbridos e a combustão.
O Luce é o primeiro Ferrari concebido para acomodar cinco ocupantes e foi desenvolvido em parceria com a agência LoveFrom, criada por Jony Ive, ex-chefe de design da Apple. Segundo o diretor-executivo da montadora, Benedetto Vigna, o projeto demorou aproximadamente cinco anos até ficar pronto. A apresentação oficial ocorreu em Roma.
Tecnologicamente, cada roda do Luce é acionada por um motor elétrico produzido internamente pela Ferrari, recurso que permite aceleração de 0 a 96 km/h em cerca de 2,5 segundos. A empresa destacou que todos os componentes foram fabricados pela própria Ferrari, com o objetivo de garantir manutenção pela marca e proteger o valor de revenda do modelo.
Nas redes sociais, a novidade provocou reações polarizadas: houve críticas contundentes comparando o lançamento a outras decisões controversas de marcas históricas, enquanto outros internautas elogiaram o trabalho de design do carro. O diretor de design da Ferrari, Flavio Manzoni, afirmou em entrevista à YouTuber Cleo Abram que críticas fazem parte do processo de inovação e reconheceu que o novo formato elétrico é “polarizador”, expressando confiança de que a aceitação pública crescerá nos meses seguintes.
A mudança da Ferrari para o elétrico ocorre num momento em que concorrentes de alto desempenho vêm revendo suas estratégias. Montadoras como Lamborghini e Porsche reduziram planos para modelos totalmente elétricos, citando fraca demanda por veículos elétricos de luxo, queda nas vendas em mercados-chave e competição de fabricantes chineses, que produzem com maior velocidade e custos menores. Além disso, montadoras ocidentais como Ford e Volkswagen também revisaram apostas por conta de mudanças regulatórias nos EUA.
A empresa afirmou que continuará oferecendo em sua linha veículos a gasolina e híbridos, paralelamente ao lançamento do Luce. A Ferrari permanece como a fabricante automotiva mais valiosa da Europa, embora suas ações tenham recuado mais de 25% no ano anterior, movimento ligado ao enfraquecimento da demanda por produtos de luxo em contexto de inflação global.
Com informações de G1





