A Toyota #7 encerrou a sequência vitoriosa da Ferrari em Le Mans. A equipe italiana terminou em quinto lugar e ainda viu o carro #50 abandonar por problemas técnicos.
A Ferrari, que dominou as 24 Horas de Le Mans por três edições consecutivas, enfrentou um desafio significativo neste último fim de semana em La Sarthe, onde foi superada pela Toyota #7. A equipe italiana não conseguiu manter um ritmo competitivo ao longo da semana, o que levou seus dirigentes a apontarem um “pelotão desequilibrado” entre os Hipercarros.
Após uma corrida sem incidentes, a Ferrari #51, pilotada por Alessandro Pier Guidi, James Calado e Antonio Giovinazzi, terminou na quinta posição. Por outro lado, a Ferrari #50 enfrentou problemas técnicos e foi forçada a abandonar a competição antes do final, enquanto estava sob o controle de Miguel Molina na manhã de domingo, dia 14.
A performance da Ferrari, embora tenha garantido um lugar no top-5, não foi satisfatória para Mauro Barbieri, diretor de design de endurance da equipe. Ele ressaltou a importância do equilíbrio do grid e a dificuldade em encontrar soluções que pudessem reduzir a diferença de desempenho em relação aos concorrentes. Barbieri compartilhou suas frustrações em relação à falta de competitividade da 499P durante a prova.
“Acho que já estava claro desde o dia de testes, talvez até antes disso, que o pelotão estava desequilibrado e que não estávamos entre os mais competitivos. Tentamos tudo o que podíamos ao longo da semana, diferentes filosofias de acerto para tentar reduzir a diferença”, disse Barbieri.
Além disso, o diretor da Ferrari comentou sobre a estratégia utilizada durante a corrida, que incluiu tentativas de stints duplos e triplos com os pneus e a exploração de diferentes compostos durante a prova. No entanto, as tentativas de se aproximar dos três principais fabricantes não foram suficientes para mudar o resultado final.
“Os pilotos forçaram muito durante as 24 horas, assumindo riscos enormes. Já nas primeiras horas vimos que tivemos contatos com carros de outras categorias. É o que é. Acho que podemos sair de cabeça erguida, porque, no fim das contas, fizemos uma boa corrida”, avaliou o dirigente.
Quando questionado sobre a colocação da Ferrari em relação aos adversários, Barbieri indicou que entre sete e nove carros apresentaram desempenho superior ao da 499P durante o evento. Ele destacou que, apesar da quinta posição, a equipe fez o melhor que pôde sob as circunstâncias.
“Desde o dia de testes, vimos que havia sete carros à frente. O fato de que, em vez de terminarmos em décimo, terminamos em quinto com o melhor dos nossos carros mostra que realmente fizemos o melhor que podíamos”, concluiu Barbieri.
O Campeonato Mundial de Endurance (WEC) agora se prepara para a próxima etapa, que ocorrerá entre os dias 10 e 12 de julho, nas 6 Horas de São Paulo. A transmissão das etapas da temporada 2026 do WEC será realizada ao vivo, com imagens, através de plataformas digitais.







