A F1 registrou queda de 12% nas emissões de CO2 em 2025 e já eliminou quase 80 mil toneladas desde 2018. A categoria acelera planos para zerar o impacto ambiental até 2030.
A Fórmula 1 está progredindo em sua agenda de sustentabilidade, com a meta de eliminar gradualmente as emissões de carbono até 2030. Após a divulgação do balanço da temporada 2025, a categoria expressou satisfação com os resultados obtidos, já que as emissões de CO2 registraram uma queda significativa de 12% entre 2024 e 2025. Comparado ao início do projeto em 2018, a redução total alcançou 35%.
Desde o lançamento da iniciativa, quase 80 mil toneladas de CO2 foram eliminadas nas diversas operações do campeonato. Para atingir a meta ambiciosa estabelecida para 2030, a Fórmula 1 planeja transferir parte do transporte de cargas do modal aéreo para o marítimo e para centros regionais estrategicamente localizados. Essa mudança visa alterar a logística do campeonato ao redor do mundo, e, caso os resultados sejam satisfatórios, mais de 50% da carga relacionada à F1 deixará de ser transportada por avião.
A redução das emissões de carbono está ocorrendo em várias áreas operacionais. Um dos impactos mais significativos foi observado nas fábricas e instalações das equipes, onde houve uma diminuição superior a 37 mil toneladas de CO2, representando uma queda de 64% em relação ao primeiro ano do projeto e de 14% entre 2024 e 2025.
Além disso, as emissões associadas às viagens também caíram mais de 21 mil toneladas de CO2, ou seja, 27% desde 2018, mesmo com a ampliação do calendário da F1, que passou a incluir três etapas a mais. O impacto na logística foi igualmente notável, com uma redução de 20 mil toneladas de CO2, resultando em uma diminuição de 29% desde o início da iniciativa. Para alcançar esses resultados, a F1 investiu em soluções de baixo carbono nos transportes terrestre, aéreo e marítimo.
“Na Fórmula 1, agimos e demonstramos nossas conquistas por meio de fatos, não apenas palavras, e tenho muito orgulho de que continuemos no caminho certo para atingir emissões líquidas zero até 2030, o que se tornou possível graças ao esforço coletivo em todo o esporte para reduzir nosso impacto ambiental”, comentou Stefano Domenicali, CEO da F1.
Domenicali também destacou que, “da racionalização do calendário ao maior investimento em combustíveis sustentáveis e soluções de energia alternativa, reduzimos nossa pegada ecológica enquanto o esporte continua a crescer e a alcançar novos públicos em todo o mundo. Gostaria de agradecer à FIA, a todas as equipes de F1, às nossas emissoras, parceiros, promotores e, claro, à nossa equipe, por seu compromisso compartilhado e por continuarem a impulsionar esse progresso juntos”.
A Fórmula 1 retornará às atividades de 26 a 28 de junho, com a realização do Grande Prêmio da Áustria, oitava etapa da temporada de 2026, que ocorrerá no Red Bull Ring.







