A MotoGP estuda adotar janelas fixas para negociações entre pilotos e equipes, modelo já consolidado no futebol. A ideia surgiu após movimentações antecipadas que agitaram o grid para 2026.
Lucio Cecchinello, chefe da LCR e presidente da IRTA (Associação Internacional das Equipes de Corrida), confirmou que a MotoGP está debatendo a implementação de uma janela de transferências. O foco da discussão é evitar situações como a de 2026, onde pilotos assinaram novos contratos logo no início da temporada.
As janelas de transferências são comuns em esportes como o futebol, onde períodos específicos permitem que as equipes contratem novos jogadores. A FIFA, por exemplo, instaurou esse sistema no início dos anos 2000. No Brasil, a janela para registro de jogadores ocorre entre 20 de julho e 11 de setembro de 2026.
No contexto da MotoGP, as negociações para novos contratos têm se antecipado cada vez mais. Neste ano, o cenário foi ainda mais acelerado, com uma série de rumores sobre mudanças de pilotos. Contudo, os anúncios oficiais permanecem dependentes da renovação do Acordo de Participação das equipes.
“É um dos tópicos que estamos discutindo dentro da IRTA com as equipes. Estamos considerando um regulamento que permitiria que equipes e pilotos assinem contratos apenas dentro de uma janela de tempo pré-determinada, por exemplo, de junho a setembro ou de julho a outubro”, disse Cecchinello em entrevista ao site italiano GPOne.
A justificativa para essa proposta é evitar situações que possam prejudicar a imagem das equipes. Cecchinello destacou que as fábricas investem milhões de euros em salários e marketing dos pilotos, e é contraditório promover um atleta que já tem um contrato com outra equipe para a próxima temporada.
“As fábricas investem milhões de euros nos salários dos pilotos e na imagem pública deles, e querem poder capitalizar com essa imagem sem se verem em uma situação paradoxal de promover um piloto que eles sabem que vai correr por outra equipe no ano seguinte”, continuou.
Ele exemplificou a situação atual com o caso de Pedro Acosta, que está competindo pela KTM, mas que, segundo rumores, já tem um contrato com outra equipe para o próximo ano. “Queremos evitar isso, as fábricas querem evitar isso, então estamos considerando mudar para essa janela e criar um novo cronograma”, finalizou.
A MotoGP voltará a acelerar entre os dias 19 e 21 de junho, em Brno, para o GP da Tchéquia, que será a nona etapa da temporada de 2026. O evento promete agitar o circuito e atrair a atenção dos fãs de motociclismo ao redor do mundo.






