A MotoGP avalia mudar regra que permite duas motos por piloto. O debate divide equipes e fabricantes, que discutem impacto nos custos e na competitividade das corridas.
Lucio Cecchinello, chefe da LCR e presidente da IRTA (Associação Internacional das Equipes de Corrida), afirmou que a MotoGP está em meio a um debate sobre a proposta de adotar o uso de uma única moto por piloto. Durante a discussão, Cecchinello reconheceu que nem todos os envolvidos compartilham da mesma opinião sobre essa mudança.
Atualmente, cada piloto na classe rainha do Mundial de Motovelocidade dispõe de duas motos. A moto reserva é fundamental em casos de quedas ou problemas mecânicos, além de servir para testes comparativos de atualizações desenvolvidas pelas fábricas.
“Temos dois aspectos a considerar. Por um lado, tem a necessidade das fábricas de manter os custos baixos, e é daí que vem a proposta de usar uma única moto. Por outro lado, no entanto, existe a necessidade de continuar com o desenvolvimento técnico”, disse Cecchinello em entrevista ao site italiano GPOne.
A proposta, que visa reduzir custos, sugere que os pilotos utilizem um único protótipo. Contudo, a MotoGP Sports Entertainment – a antiga Dorna – deixou claro que aceitaria essa mudança apenas se os pilotos ainda tivessem uma moto reserva disponível em situações de bandeira vermelha ou relargadas.
“É por isso que nem todo mundo gosta da proposta. A Dorna e o grupo MotoGP disseram que podem aceitar essa proposta apenas na condição de que, no caso de um evento flag-to-flag ou de uma relargada após uma bandeira vermelha, o piloto ainda tenha uma moto reserva disponível”, explicou Cecchinello.
Ele ressaltou que a proposta pode não trazer a economia esperada, já que a moto reserva ainda precisaria ser preparada e mantida. “Nesse sentido, temos de nos perguntar se realmente faz sentido mudar para uma única moto quando a segunda moto ainda tem de ser construída, transportada, mantida e preparada de qualquer maneira. Do ponto de vista dos custos, a economia não seria tão significativa”, ponderou.
Além disso, a questão da segurança também foi levantada. A moto que ficaria parada precisaria de inspeções e testes regulares, mesmo que fosse utilizada apenas em relargadas. “Ainda é uma questão em aberto e vamos seguir discutindo”, concluiu Cecchinello.
A MotoGP retorna à ação entre os dias 19 e 21 de junho, em Brno, para o GP da Tchéquia, que será a nona etapa da temporada 2026. O acompanhamento de toda a programação do final de semana, assim como das demais categorias do Mundial de Motovelocidade, será feito de forma completa.







