A General Motors deu início à produção do Captiva EV no Ceará e já confirma um terceiro modelo na linha. Tudo indica que o Captiva PHEV, híbrida plug-in, chega em breve ao mercado brasileiro.
A General Motors iniciou hoje (17) a montagem do Chevrolet Captiva EV na antiga fábrica da Troller, localizada em Horizonte, Ceará. Este modelo representa uma importante etapa na estratégia da montadora, que, em parceria com a Comexport, assumiu a planta no ano passado. Além do Captiva EV, a grande novidade anunciada é a confirmação de um terceiro produto na linha de produção, que deve ser revelado ainda este ano. Embora detalhes não tenham sido divulgados, tudo indica que se trata do Captiva PHEV, a versão híbrida plug-in que já está em fase de testes no Brasil.
A GM, após focar apenas em modelos elétricos importados dos Estados Unidos, decidiu aproveitar a capacidade de produção de parceiros chineses para oferecer veículos elétricos e híbridos que possam competir com novas marcas no mercado, como BYD, Geely e GWM. A centralização da montagem da linha Captiva no Nordeste visa também a redução de custos logísticos e uma resposta estratégica à crescente nacionalização das montadoras chinesas.
Na fase inicial, a produção do Captiva EV será realizada em regime SKD (semi-desmontado), o que significa que os veículos chegam da China em grandes kits, com as carrocerias já armadas e pintadas, recebendo apenas a montagem final no Brasil. O complexo industrial recebeu um investimento de R$ 400 milhões e tem como meta uma produção de até 80.000 unidades anuais, dividindo espaço atualmente com o compacto Chevrolet Spark EUV. Neste momento, a fábrica opera com uma capacidade de 20.000 unidades por ano.
A versão elétrica do Captiva, com preço de R$ 199.990, é equipada com um motor dianteiro de 201 cv, alimentado por uma bateria de 60 kWh, que garante uma autonomia de 304 km no rigoroso ciclo do Inmetro. O presidente da GM América do Sul, Thomas Owsianski, utilizou a ocasião para anunciar que uma terceira unidade começará a ser montada no Ceará até o final do ano. Embora os detalhes ainda sejam escassos, a expectativa é que seja a versão híbrida plug-in (PHEV) do Captiva, já disponível em países como Argentina e Uruguai.
O futuro Captiva PHEV será impulsionado por um conjunto mecânico que prioriza o alcance, combinando um motor 1.5 aspirado de 106 cv com um motor elétrico, resultando em uma potência combinada de 204 cv, apenas 3 cv a mais do que a versão totalmente elétrica. A bateria de 20,5 kWh deverá garantir uma autonomia de 90 km no modo elétrico e ultrapassar 1.000 km com o tanque cheio. Tanto a versão elétrica quanto a híbrida são derivadas do modelo chinês Wuling Starlight S, apresentando dimensões generosas, com 4,74 m de comprimento e 2,80 m de entre-eixos, tornando-se mais espaçosa em comparação a outros SUVs médios, como o Jeep Compass e o Toyota Corolla Cross.
A lista de equipamentos do Captiva PHEV deverá ser equivalente à do elétrico nacionalizado, incluindo recursos como uma central multimídia de 15,6 polegadas, sistema de frenagem autônoma de emergência e uma câmera com visão de 360 graus. A estreia oficial da versão híbrida no mercado brasileiro está prevista para o final de 2026, com o preço estimado em torno de R$ 170.000.










