O brasileiro Felipe Drugovich enxerga oportunidade no ePrix de Sanya. Sem experiência prévia dos rivais no circuito chinês com os carros Gen3, ele acredita estar em pé de igualdade com todo o grid.
Felipe Drugovich acredita que chegará ao eP de Sanya em pé de igualdade com o restante do grid. Embora seja um estreante na Fórmula E, o brasileiro destacou que a ausência da pista no calendário durante a era Gen3 favorece sua competitividade, uma vez que nenhum piloto ou equipe possui experiência corrida no traçado chinês com os carros atuais. Drugovich projetou que a corrida na cidade de Sanya será ‘uma loteria’, o que pode ser benéfico para ele na busca por um bom resultado.
Desde 2018, Sanya tem um contrato para sediar a Fórmula E, com a primeira corrida ocorrendo em março de 2019. No entanto, a pandemia de Covid-19 e a lenta reabertura da China para viagens internacionais impediram o retorno da categoria nos anos seguintes. Com o término das restrições, a Fórmula E optou por correr em Xangai, no mesmo circuito que recebe a Fórmula 1, mas a intenção de retornar à Ilha de Hainan sempre esteve em pauta, o que se concretiza na temporada 2025/26.
Drugovich comentou que a falta de referências com os carros Gen3 no circuito deverá reduzir o peso da experiência dos adversários. ‘Vai ser interessante porque será a única corrida da Gen3 nessa pista, então será novidade para todo mundo. Como não temos referências dos últimos anos, acho que cada um vai entender o começo da corrida de uma forma diferente. Cada equipe deve adotar uma estratégia diferente. Vai ser um pouco de loteria nessa corrida’, explicou.
‘Acredito que isso me favorece. Os pilotos não terem experiência ali me ajuda, ou pelo menos não me prejudica, igual acontece em outras pistas nas quais eles têm vários anos de experiência. Então, é uma coisa boa para mim’, ressaltou Drugovich.
O piloto também projetou uma prova semelhante às disputadas em Mônaco, onde a posição de pista é crucial e as oportunidades de ultrapassagem são limitadas. Apesar da comparação, ele destacou que o traçado chinês possui características próprias e ainda apresenta muitas incógnitas. ‘Sanya vai ser mais parecida com Mônaco. Ou seja, a posição de pista vai ser mais importante, não deve ser uma corrida de pelotão, que é mais o estilo de Berlim. Já fiz alguns dias de simulador. Parece ser uma pista divertida, mas não é fácil de ultrapassar. Tem um ou dois pontos reais de ultrapassagem apenas’, comentou.
Drugovich concluiu sua análise afirmando que a corrida em Sanya será um verdadeiro desafio, semelhante a Mônaco, mas com nuances que ainda precisam ser exploradas. A Fórmula E retorna à ação nesta semana, entre os dias 19 e 20 de junho, com o eP de Sanya, a 11ª etapa da temporada 2025/26.







