A Aston Martin apresentou o Valhalla Spider, versão conversível do seu superesportivo híbrido de 1.079 cv, no Concours at Wynn Las Vegas. O modelo mantém a proposta técnica e de performance do cupê, enquanto adapta estrutura e aerodinâmica para operação com cabine aberta. As primeiras entregas estão previstas para o terceiro trimestre do ano que vem.
O Spider foi desenvolvido mantendo o mesmo monocoque de fibra de carbono do cupê, uma peça única que forma a base da carroceria e que, segundo a marca, garante rigidez estrutural mesmo sem teto fixo. A marca introduziu duas soluções de cobertura: uma capota de tecido removível e um teto rígido de fibra de carbono.
De série, o modelo tem uma capota de tecido removível, que limita a velocidade máxima a 200 km/h. Já o teto rígido de fibra de carbono, opcional (e de série nos Estados Unidos), libera os 350 km/h. A configuração com teto rígido permite ao Spider igualar os 350 km/h alcançados pelo cupê, e, segundo a marca, faz dele o Aston Martin de série mais rápido com a cabine aberta.
Do ponto de vista ergonômico e de acesso, as portas mantêm a abertura em estilo asa e agora têm vidros sem moldura. Os bancos de fibra de carbono foram redesenhados para facilitar a entrada e saída. O Spider recebeu ainda um defletor de vento desmontável em três partes, que é guardado em compartimentos laterais com capacidade de 15 litros. A entrada de ar do motor, posicionada sobre a cabine, passou a ficar 3,5 cm mais alta.
A motorização não mudou em relação ao cupê: o conjunto híbrido plug-in combina um motor V8 4.0 biturbo a três motores elétricos, totalizando 1.079 cv e 112,2 kgfm de torque. A transmissão é automatizada de dupla embreagem com oito marchas e a tração é integral. O Spider acelera de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos.
Com opcionais de redução de peso, o Valhalla Spider tem 1.680 kg a seco, apenas 25 kg a mais que o cupê. A aerodinâmica ativa e o controle de estabilidade foram recalibrados para operar com e sem teto; com o teto instalado, as asas móveis geram mais de 600 kg de pressão aerodinâmica (downforce), aumentando a capacidade de sustentação e adesão em velocidades elevadas.
No mercado brasileiro, a primeira unidade do Valhalla cupê foi entregue em janeiro por cerca de R$ 14 milhões. Das 999 unidades previstas para a produção, dez têm compradores brasileiros.







