Apresentado em Paris, o A2 é um hatch elétrico compacto com tração traseira e plataforma MEB+ do grupo Volkswagen. Com Cd 0,24 e até 646 km (WLTP), encomendas começam em 10/9 e entregas em dezembro.
A Audi confirmou o retorno do A2 como seu elétrico de entrada. Apresentado em Paris nesta segunda-feira (7), o hatch compacto tem tração traseira e adota a plataforma MEB+ do Grupo Volkswagen — a mesma utilizada pelo Volkswagen ID.3. O modelo declara coeficiente de arrasto de 0,24 e autonomia de até 646 km no ciclo WLTP.
As encomendas abrem em 10 de setembro, com preço inicial de 38.200 euros na Alemanha, cerca de R$ 226 mil, e as primeiras entregas estão previstas para dezembro. A estratégia da Audi com o A2 e-tron se apoia na eficiência energética e na aerodinâmica, além de incorporar soluções de produção e reaproveitamento de equipamentos industriais.
O argumento central é o consumo: na versão de 190 cv com pacote de eficiência, o A2 e-tron registra 12,8 kWh/100 km, o menor índice já obtido por um Audi de série, segundo a fabricante. Para reduzir consumo e arrasto, a marca fechou quase todo o assoalho, adotou uma entrada de ar dianteira que permanece fechada em velocidade de rodovia e instalou redutores de folga nas caixas de roda, estreitando o vão entre pneu e para-lama. As maçanetas são elétricas e contam com reserva de energia própria para permitir abertura das portas em caso de pane.
O retorno do A2 também resgata elementos do histórico do modelo. Lançado em 1999 e produzido em Neckarsulm até 2005, o A2 original foi o primeiro compacto premium com carroceria integralmente em alumínio, baseado na estrutura Audi Space Frame. Em 2001, a versão 1.2 TDI, de 61 cv e 855 kg, com coeficiente aerodinâmico de 0,25, tornou-se o primeiro automóvel de quatro portas homologado com mais de 33,3 km/l. Ao todo, o A2 original alcançou 176.377 unidades produzidas.
O novo A2 oferece quatro níveis de potência, entre 170 cv (35,7 kgfm) e 326 cv (55,6 kgfm), e três capacidades de bateria: 52, 61 e 84 kWh. As duas baterias menores usam células de fosfato de ferro-lítio (LFP) coladas diretamente à carcaça; a de 84 kWh é de níquel-manganês-cobalto (NMC) e aceita recarga de até 183 kW, indo de 10% a 80% em 29 minutos. Os motores são síncronos de ímãs permanentes, com semicondutores de carbeto de silício e caixas com rolamentos de baixo atrito.
A bateria também funciona como fonte externa: o sistema V2L permite alimentar equipamentos por tomada no porta-malas, e o V2H possibilita usar o carro como bateria doméstica nas redes da Alemanha, Áustria e Suíça. Em termos de espaço, o hatch mede 4,32 m de comprimento e 2,77 m de entre-eixos, com porta-malas de 396 a 1.336 litros e compartimento dianteiro de 13 litros nas versões mais potentes.
O interior traz painel com revestimento Softwrap e teto solar opcional de 1,6 m². A Audi afirma ser a primeira marca premium a oferecer de série o sistema magnético Fidlock para fixação de porta-copos e bolsas. Conforme a configuração, há mais de 300 componentes com material reciclado, 100 deles com matéria-prima pós-consumo.
Produzido em Ingolstadt, na mesma linha de carrocerias do A3, o A2 e-tron foi desenvolvido 21 meses mais rápido que antecessores comparáveis e reaproveita cerca de 250 robôs de outros modelos, conforme a descrição técnica do programa de produção.










