Apresentação e preço
A BYD apresentou no Salão do Automóvel de 2025 o Atto 8, posicionado como o híbrido mais caro do portfólio da marca no Brasil. Com preço sugerido de R$ 399.990, o modelo busca ampliar a participação da BYD, que hoje detém cerca de 30% do mercado de híbridos no país, oferecendo um SUV de sete lugares repleto de tecnologia e espaço interno generoso.
Espaço interno e conforto
O novo Atto 8 conta com 20 cm a mais de entre-eixos em relação à Toyota Hilux SW4, o segundo utilitário mais vendido da categoria de sete lugares no Brasil. Essa diferença se traduz em conforto para quem ocupa a segunda fileira de assentos, mesmo com motoristas de até 1,90 m. A terceira fileira, porém, é mais apertada e de difícil acesso, ainda que conte com apoio de braço e saída de ar-condicionado exclusiva.
Os passageiros das duas fileiras traseiras podem ajustar a temperatura, a direção e a intensidade do fluxo de ar em um painel digital. Os bancos revestidos em couro têm acabamento macio e oferecem ventilação, aquecimento e até massagem, recursos tradicionalmente reservados a sedãs de luxo.
Retirando a terceira fileira, o porta-malas passa a 960 litros, espaço suficiente para um adulto de até 1,70 m deitar no assoalho.
Desempenho e dinâmica
Na primeira aproximação ao volante, o Atto 8 impressiona pelos 488 cv de potência combinada e pelo torque instantâneo dos motores elétricos, que auxiliam o propulsor a combustão. O peso total de 2.650 kg não compromete a aceleração: a BYD anuncia 0 a 100 km/h em 4,9 segundos, performance semelhante à de um Porsche 718 Cayman.
A tração integral é garantida por dois motores elétricos, um em cada eixo, e o acerto da suspensão demonstra evolução em relação às primeiras gerações da marca: o carro se mostra firme sem abrir mão de absorver irregularidades.
A bateria de 35,6 kWh permite rodar até 111 km em modo totalmente elétrico, segundo dados do Inmetro, inferior aos 128 km anunciados pelo concorrente GWM Wey 07. O painel digital reúne informações de velocidade, consumo, rota e imagens das câmeras laterais de forma organizada, mas a quantidade de alertas sonoros chega a ser excessiva.
Posicionamento e concorrência
Estudo da McKinsey de 2025 indica que apenas 37% dos consumidores de marcas de luxo são leais, enquanto 35% consideram trocar de fabricante e 28% planejam fazê-lo na próxima compra. A BYD mira esse público, formado por profissionais bem-sucedidos que buscam mais espaço, tecnologia e desempenho, mas sem o emblema das marcas premium.
Entre os concorrentes diretos estão SUVs de sete lugares de marcas tradicionais, como Volvo XC60 (a partir de R$ 459.950), Audi Q5 (R$ 424.990), Lexus NX 450h+ (R$ 480.990) e BMW X2 (R$ 410.950), todos sem opção de terceira fila. A estratégia da BYD é oferecer valor agregado em espaço interno, conforto e performance para atrair consumidores que consideram abandonar seus carros atuais.
Com informações de G1





