Segunda geração do Dolphin Mini (Seagull na China) chega maior e com mudanças na mecânica: motor realocado ao eixo traseiro e novo propulsor BYD TZ164XYB. Lançamento é iminente; Brasil espera o carro no fim de 2027.
A segunda geração do BYD Dolphin Mini, conhecida na China como Seagull, teve mais detalhes revelados às vésperas de seu lançamento. Maior que a versão atual e com mudanças significativas na mecânica, o modelo deve ser lançado oficialmente nas próximas semanas e tem chegada ao Brasil prevista para o fim de 2027.
O compacto cresceu e recebeu alterações importantes: o motor elétrico passa para o eixo traseiro, e o modelo adota tração traseira. O propulsor identificado como TZ164XYB, produzido pela BYD, terá 129 cv, ante 75 cv do atual, enquanto a velocidade máxima sobe de 130 km/h para 150 km/h. A realocação do motor permite a criação de um porta-malas dianteiro (frunk) e motivou mudanças na arquitetura da suspensão traseira, que abandona o eixo de torção para uma solução independente multilink. As rodas passam a ser de 16 polegadas, calçadas com pneus 205/60.
A bateria é de fosfato de ferro-lítio (LFP) e é fornecida pela FinDreams, divisão de baterias da BYD. Haverá duas opções de capacidade: 30 kWh e 39,2 kWh, com autonomias de 320 km e 420 km no ciclo chinês CLTC, respectivamente. Todas essas informações constam dos registros do MIIT e ainda devem ser confirmadas pela BYD no lançamento.
Em dimensões, o novo Dolphin Mini ganhará espaço: 4,21 m de comprimento ante 3,78 m do modelo atual, 1,81 m de largura e entre-eixos de 2,65 m, ante 2,50 m. A configuração no mercado chinês passará a acomodar cinco ocupantes, em vez de quatro, aproximando o modelo em tamanho do Geely EX2, que tem 4,14 m de comprimento e o mesmo entre-eixos de 2,65 m.
O rival Geely Xingyuan (EX2) é hoje apontado como o carro mais vendido na China; em agosto somou 39.651 unidades, quase quatro vezes as 10.103 unidades registradas pelo Seagull no mesmo período, segundo dados compilados em levantamentos do mercado chinês.
No interior, a principal mudança é a ausência do quadro de instrumentos tradicional: velocímetro, autonomia e hodômetro serão exibidos na central multimídia, que ficará maior, fixa e posicionada no topo do painel. O seletor de marchas será levado para a coluna de direção e os comandos físicos foram reorganizados em uma fileira abaixo das saídas de ar centrais. Uma das versões registradas prevê, como opcional, sensor LiDAR no teto, associado ao sistema de assistência à condução God’s Eye B.
No Brasil, a nova geração chegará no fim de 2027. A produção do atual Dolphin Mini em Camaçari (BA) continuará, e as duas gerações irão conviver na linha da BYD, posicionadas abaixo do Dolphin GS.









