Um grave acidente ocorreu no último domingo (9) em uma rodovia no interior do Paraná, resultando na destruição de um carro elétrico Geely EX2 após uma colisão frontal com uma caminhonete Chevrolet S10. As circunstâncias do acidente chamaram a atenção, especialmente pelo estado em que ficou o hatch 100% elétrico, que foi totalmente consumido pelas chamas.
De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal, o Geely EX2 estava tentando ultrapassar um caminhão quando colidiu de frente com a S10, ambos os veículos em alta velocidade na BR-277, nas proximidades do município de Candói, a aproximadamente 330 km de Curitiba. O impacto foi tão severo que resultou na morte do motorista do EX2, enquanto os outros quatro ocupantes, incluindo a esposa do condutor e seus três filhos pequenos, de 2, 9 e 11 anos, ficaram gravemente feridos.
A caminhonete também sofreu danos significativos, capotando para fora da via. Apesar da gravidade do acidente, não foram encontrados indícios de fogo no veículo, que transportava o motorista de 53 anos, sua esposa e seu filho de 28 anos, todos com ferimentos moderados.
O Geely EX2, lançado no Brasil em novembro do ano passado, possui um preço que varia entre R$ 123.800 e R$ 136.800 na versão Max, que foi a envolvida no acidente. Este modelo se destacou no mercado, tornando-se o terceiro carro elétrico mais vendido no Brasil no mês passado, atrás de competidores da BYD.
Atualmente, as unidades do EX2 à venda no Brasil são importadas da China, mas em breve a produção será transferida para a fábrica da Renault em São José dos Pinhais (PR), após a Geely adquirir 26,4% das ações da marca francesa no Brasil. O Grupo Geely também é conhecido por sua propriedade de marcas prestigiadas como Volvo e Lotus.
O pacote de segurança do Geely EX2 inclui seis airbags, controles de estabilidade e tração, e, na versão Max, recursos como frenagem autônoma de emergência e câmera 360°. A fabricante destaca que o EX2 possui um sistema avançado de proteção da bateria e um monitoramento de temperatura em tempo real, além de utilizar células LFP, que são quimicamente mais estáveis.
Até o momento, o hatch não foi submetido a testes de segurança do padrão NCAP, que avaliam a segurança dos veículos em diferentes tipos de colisão. Contudo, o SUV EX5, também da marca, já obteve nota máxima em testes.
Investigações preliminares sobre o incêndio no Geely EX2 não encontraram correlações diretas entre o incêndio e o fato de ser um veículo elétrico. Estudos internacionais sugerem que veículos a combustão têm uma taxa de incêndio significativamente maior do que os elétricos. A EV FireSafe da Austrália, por exemplo, estima que o risco de incêndio em elétricos é de cerca de 0,0012%, em comparação a aproximadamente 0,1% para veículos a gasolina e diesel.
Embora o risco geral de incêndio em carros elétricos seja considerado baixo, a situação se complica em colisões severas. Dados do NTSB indicam que 3,17% das colisões fatais com carros a gasolina resultam em incêndio, enquanto para elétricos, a amostra é pequena para conclusões definitivas. Especialistas alertam que, quando um elétrico pega fogo após um acidente, o combate às chamas pode ser mais desafiador devido às altas temperaturas e ao risco de reignição.








