A Chevrolet confirmou nesta quinta-feira (12) o lançamento do Sonic, seu novo SUV subcompacto baseado no Onix, previsto para o segundo trimestre de 2026.
Design e componentes
O Sonic adota um visual com inspiração cupê, apresentando teto inclinado na traseira, em estilo semelhante ao do Volkswagen Tera. A marca divulgou poucas imagens, mas já é possível perceber que as portas devem ser compartilhadas com o Onix, estratégia que acelera o desenvolvimento e reduz custos de produção. Com aproximadamente 4,20 metros de comprimento e entre-eixos de 2,60 metros, o modelo terá porte próximo ao do Tera e do Renault Kardian.
Motorização
Equipado com motor 1.0 turbo, o novo Sonic terá potência estimada em 115 cv e torque de cerca de 17 kgfm. Ainda não há definição sobre o tipo de injeção – direta, como no Tracker, ou multiponto, como no Onix.
Produção e investimento
A fabricação acontecerá na unidade da Chevrolet em Gravataí (RS), que passou por modernização para integrar a linha de montagem do novo SUV. A planta, que já produz as versões hatch e sedã do Onix, receberá investimento de R$ 1,2 bilhão anunciado em 2024. A produção em massa está programada para 2026.
Contexto de mercado
O Sonic entrará em um segmento competitivo, onde disputará espaço com modelos como Volkswagen Tera, Fiat Pulse, Nissan Kicks e Renault Kardian. Segundo Fabio Rua, vice-presidente da GM Brasil, essa iniciativa é fundamental para ampliar a presença da marca entre os SUVs de entrada, categoria que segue em forte crescimento.
Histórico do nome Sonic
O nome Sonic já foi usado pela Chevrolet no Brasil entre 2012 e 2014 para um hatch acima do Onix. Importado primeiro da Coreia do Sul e depois do México, o compacto tinha motor Ecotec 1.6 de 16 válvulas, com 120 cv, e compartilhava plataforma com o Cobalt e a Spin. Apesar de elogiado pela dirigibilidade e segurança – oferecia dois airbags e ABS de série –, o modelo não emplacou por ter manutenção mais cara e porta-malas limitado (265 litros no hatch e 477 litros no sedã).
Com o Sonic SUV, a Chevrolet aposta em design mais arrojado e aproveitamento de componentes já consolidados, reforçando a estratégia de ampliar o portfólio de SUVs no Brasil sem elevar custos de desenvolvimento.
Com informações de G1





