O governo chinês anunciou que a partir de janeiro de 2027, veículos de nova energia, que incluem híbridos PHEV e elétricos, voltarão a ser taxados com um imposto anual, semelhante ao IPVA brasileiro. Essa decisão marca o fim de uma era de incentivos fiscais que ajudaram a impulsionar o mercado de carros híbridos no país.
Com o amadurecimento do setor automotivo local, as autoridades afirmam que os veículos híbridos e de baixo consumo não necessitam mais do mesmo nível de apoio estatal para sustentar as vendas. A nova legislação revoga a redução de 50% no imposto para veículos classificados como eficientes e elimina a isenção total para categorias como veículos comerciais totalmente elétricos e híbridos plug-in.
Os motoristas que adquirirem carros nessas categorias a partir de 2027, assim como os proprietários de veículos já registrados, terão a obrigação de pagar o tributo anual. O Ministério das Finanças e a Administração Tributária Estatal esclareceram que a taxação será baseada nas faixas estabelecidas pela atual lei tributária do país.
“Essas novas diretrizes visam uma redistribuição de renda e uma regulação econômica em um setor que já se consolidou”, afirmaram as autoridades locais.
Apesar do retorno da taxação, veículos de passeio elétricos e aqueles movidos a célula de combustível continuarão isentos do imposto, mantendo-se como alternativas atrativas em relação aos híbridos. O impacto financeiro para os proprietários de automóveis na China será relativamente baixo, especialmente quando comparado aos altos custos do IPVA brasileiro.
Nas grandes cidades, a tarifa anual para um carro de passeio híbrido plug-in com motor 1.5 varia em torno de 420 yuans, cerca de US$ 60 ou R$ 330. Já em metrópoles como Xangai e províncias como Guangdong, o valor anual é ainda menor, alcançando 300 yuans, aproximadamente R$ 235.
Essa mudança tributária representa um ajuste significativo para a indústria automotiva chinesa, sinalizando que o setor de veículos eletrificados já superou a dependência de incentivos governamentais. As montadoras agora enfrentam o desafio de se tornarem competitivas em um mercado que se tornará cada vez mais regulado pela concorrência.
“As marcas que produzem híbridos plug-in e comerciais elétricos precisam focar na eficiência da cadeia produtiva para manter a atratividade de seus portfólios”, alertaram especialistas do setor.
Com o fim da política de incentivos, que teve início em 2012 e foi ampliada em 2018, as grandes montadoras chinesas deverão adaptar suas estratégias e buscar maior eficiência para se manterem competitivas no maior mercado automotivo do mundo.







