A montadora chinesa chega com 60 lojas em 21 estados e no DF, trazendo os primeiros lotes — cerca de 300 carros — em setembro. A DFM mostra modelos no Festival Interlagos e quer ter 11 carros e produção local até 2028.
DFM estreia no mercado brasileiro em setembro com vendas de carros importados e ambição de estabelecer produção local até 2028. A montadora chinesa desembarca com uma rede inicial de 60 concessionárias distribuídas por 21 estados e o Distrito Federal, e prevê colocar os primeiros lotes — cerca de 300 carros — no país em setembro.
Parte dos modelos está no Festival Interlagos até domingo (30), apresentando ao público o portfólio que a fabricante quer expandir nos próximos anos. A estratégia de produto prevê ao menos 11 carros à venda no Brasil até 2028, organizados por submarcas: os modelos mais luxuosos ficarão sob a bandeira Voyah, enquanto a linha off-road de alto padrão será agrupada na MHero.
Os primeiros lançamentos serão elétricos de volume: o DFM Box Urban, hatch compacto voltado ao uso urbano, e o DFM Vigo Urban Plus, SUV compacto com entre-eixos alongado. Ambos serão comercializados inicialmente em versões mais equipadas, com opções mais acessíveis previstas para chegarem depois. A pré-venda ocorrerá pelo Mercado Livre.
Os modelos terão garantia de sete anos ou 300.000 km. Em 2027, a marca colocará no mercado os DFM Mage e Huge, ambos com motorização PHEV. Para a submarca Voyah estão previstas cinco opções: Free, o elétrico Courage e os híbridos plug-in Passion, Taishan e Dream. A linha off-road deve ser complementada pelos MHero 1 e MHero 2 até 2028.
O DFM Box será posicionado para disputar segmentos ocupados por BYD Dolphin, Geely EX2 e versões de entrada do MG4 Urban, com expectativa de faixa de preço ao redor de R$ 130.000. O hatch traz motor elétrico dianteiro de 95 cv e 16,3 kgfm de torque, aceleração estimada de 0 a 100 km/h em cerca de 12,5 segundos e velocidade máxima limitada a 140 km/h. A bateria tem 43,9 kWh, autonomia de 275 km segundo o Inmetro e suporta recarga de até 88 kW.
O interior do Box privilegia a digitalização: painel dominado por duas telas (uma para o quadro de instrumentos e outra para a central multimídia) e acabamento com áreas em material macio no painel e nas portas. O porta-luvas segue o formato de gaveta. Há carregador por indução e ajustes elétricos apenas para o banco do motorista. Uma característica de estilo são portas sem moldura, recurso mais comum em cupês.
Em dimensões, o hatch apresenta aproveitamento interno favorecido pela plataforma dedicada a elétricos: o texto registra comprimentos de 4,05 m e 4,02 m em diferentes trechos, com entre-eixos de 2,66 m e porta-malas de 309 litros. Equipamentos de série listados incluem faróis e DRL em LED, rodas de liga leve aro 17, maçanetas retráteis, retrovisores com rebatimento elétrico e aquecimento, painel digital de 5″, central multimídia de 12″, ar-condicionado automático, chave presencial, seis airbags, câmera 360°, controle de velocidade adaptativo, frenagem automática de emergência, assistente de manutenção de faixa, alerta de colisão frontal e monitoramento do motorista.
O DFM Vigo, com visual que remete a modelos de fabricantes coreanas, deverá ficar numa faixa de preço acima do hatch, a partir de R$ 150.000, e terá como principais rivais o BYD Yuan Pro, Omoda E5 e GWM Ora 5.













