O Omoda E5, até então com desempenho de vendas abaixo do esperado, receberá uma nova versão de entrada com preço sugerido de R$ 149.900. A Omoda & Jaecoo planeja lançar este modelo ainda em 2026, com o intuito de aumentar a competitividade no mercado de SUVs elétricos no Brasil.
A redução de R$ 60.000 em relação ao preço original, que era de R$ 209.990, visa impulsionar as vendas do crossover elétrico, que, desde o seu lançamento, emplacou pouco mais de 500 unidades. Essa estratégia possibilita que o Omoda E5 deixe de competir com SUVs elétricos de maior porte e passe a se posicionar diretamente contra modelos compactos de marcas concorrentes, como o BYD Dolphin e o GWM Ora 03.
De acordo com o jornalista Jorge Moraes, a mudança no preço permitirá que o Omoda E5 se insira em um segmento onde os concorrentes oferecem dimensões menores e baterias com menor capacidade de armazenamento de energia, mas pelo mesmo valor. O BYD Dolphin, por exemplo, é vendido a R$ 149.990 e conta com uma bateria de 44,9 kWh, proporcionando uma autonomia de 291 km segundo o Inmetro. O GWM Ora 03, atualmente com um desconto de R$ 20.000, também está na mesma faixa de preço e oferece uma configuração BEV58 com 171 cv, 25,5 kgfm de torque e uma bateria de 58 kWh que garante 315 km de alcance.
No aspecto mecânico, o Omoda E5 mantém seu motor elétrico posicionado no eixo dianteiro, com potência de 204 cv e torque de 34,7 kgfm. A bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP) possui capacidade de 61 kWh, permitindo uma autonomia de 345 km, conforme dados do Inmetro. Em termos de recarga, o sistema elétrico do modelo suporta estações de corrente contínua (DC) com potência de até 80 kW, podendo recuperar de 30% a 80% da carga total em apenas 28 minutos sob condições de abastecimento rápido.
A mudança de posicionamento do Omoda E5 para um preço mais acessível coloca o SUV médio em uma disputa direta com o BYD Dolphin GS e o GWM Ora 03, ambos com características que visam atrair o consumidor brasileiro. Contudo, ainda não está claro como a Omoda & Jaecoo conseguirá atingir esse novo valor. É possível que a fabricante opte por retirar alguns equipamentos do modelo ou até mesmo substitua o motor e a bateria por versões com menor capacidade, como já ocorreu em outros mercados.
Recentemente, na Austrália, a Omoda & Jaecoo trocou a bateria do modelo por uma de 58,9 kWh fabricada pela CATL, mantendo a autonomia inalterada. O motor, nesse caso, teve uma leve alteração de potência, passando de 204 cv para 211 cv, mas a torque diminuiu de 34,7 kgfm para 29,4 kgfm. Na Tailândia, por sua vez, o modelo é comercializado com uma bateria ainda menor, de 50,6 kWh.







