Dois anos após a estreia da sétima geração no World Ducati Week de 2024, a Ducati apresentou em 15 de outubro a linha 2027 da Panigale V4. Não se trata de uma nova geração, mas de um pacote de atualizações em motor, transmissão, chassis e eletrônica que, segundo a fabricante, reduz o tempo por volta em Vallelunga em 0,4 segundo em comparação com o modelo anterior.
O motor V4 Desmosedici Stradale 1.103 cm³ passou a entregar 218 cv a 13.500 rpm, aumento de 2 cv, mantendo o torque em 12,3 kgf.m a 11.000 rpm. O incremento foi obtido com escapamento revisado, nova entrada de ar e recalibração do circuito de lubrificação para reduzir perdas por atrito. O ganho concentra-se entre 12.000 e 14.000 rpm, com pico de +3,5 cv a 13.000 rpm, faixa de utilização típica em pista. A entrada de ar ampliada eleva a pressão dinâmica em 0,6% a 300 km/h, o que rende adicional de 1,3 cv nessa velocidade. O limitador foi elevado em 500 rpm, para 15.000 rpm, mas apenas da segunda à quinta marcha.
A alteração de maior impacto prático foi a relação final alongada: saiu de 16/41 para 17/42 dentes. Com isso, cada marcha estica mais e o piloto permanece mais tempo na mesma relação; em Vallelunga, segundo a fabricante, são duas trocas a menos por volta. O pinhão maior também encurta o entre-eixos em 8 mm, o que tende a melhorar a velocidade nas mudanças de direção.
Na ciclística, a Ducati reduziu em 12% a rigidez lateral do Front Frame. A marca afirma que, em ângulos de inclinação elevados, a flexão do quadro passa a ter papel maior na manutenção do contato do pneu com o asfalto, resultando em mais aderência na dianteira e maior precisão na entrada de curva. A V4 S recebeu semiguidões (clip-ons) ajustáveis que podem subir 10 mm, ajuste liberado apenas para uso em pista.
Na eletrônica, o novo Dynamic Engine Brake (DEB) substituiu o Engine Brake Control e usa o algoritmo DVO (Ducati Vehicle Observer) para modular o freio-motor conforme a carga real sobre o pneu traseiro. Em conjunto estreia o Race Brake Control (RBC), que aumenta a participação da roda traseira na desaceleração. Os sistemas foram desenvolvidos para permitir frenagens mais tardias e trajetórias mais fechadas, sendo apresentados como recurso de pista e não como equipamento de segurança para uso urbano.
Como acessório de pista está disponível o escapamento Akrapovič Full Racing Exhaust PRO, com ganho declarado de 11 cv, +0,7 kgf.m e redução de massa de 6,6 kg em relação ao conjunto homologado.
A versão V4 S adota suspensão eletrônica DES 3.0 (garfo Öhlins NPX-30, amortecedor TTX 36 e amortecedor de direção) com controle Smart EC 3.0, rodas de alumínio forjado e bateria de lítio, declarando 187 kg em ordem de marcha sem combustível. A V4 de entrada mantém suspensão convencional (garfo Showa Big Piston 43 mm, monoamortecedor Sachs), rodas de liga, bateria chumbo-ácido e semiguidões fixos, com peso declarado de 191 kg no mesmo critério. O restante do equipamento comum inclui painel TFT de 6,9 polegadas, freios Brembo Hypure, pneus Pirelli Diablo Supercorsa V4 com 200/60 na traseira, asas biplano e pacote eletrônico com IMU de seis eixos.
Personalização de fábrica
- Programa Ducati Factory Made: Panigale V4 pela primeira vez disponível já configurada de fábrica.
- 11 cores: incluindo cinco tons do programa Ad Personam da Lamborghini: Arancio Xanto, Giallo Belenus, Verde Scandal, Viola Pasifae e Blu Uranus, além das pinturas Corse e Performance.
- Pacotes e opcionais (somente V4 S): pacotes de freio dianteiro PRO e PRO+, embreagem a seco STM e pedaleiras ajustáveis.
- V4 de entrada: única configuração com cor vermelho Ducati, quadro Urban Grey e rodas pretas.
Comercialização
- Europa: chegada às concessionárias em março de 2027.
- América do Norte: prevista para abril de 2027.
- Outros mercados: distribuição prevista para os meses seguintes; sem menção ao Brasil e sem preços divulgados.







